BBB:
Penso que assistir o Big Brother Brasil, que todos chamam de BBB, é acelerar a sentença de morte cultural e ética do Brasil.
CAMPANHAS DE VENDA:
Vendo as campanhas de venda que aconteceram na região, alguns fatores são interessantes de serem analisados. A campanha de Princesa, que tem 2.758 habitantes, foi realizada pela prefeitura e distribuiu 51 mil cupons, média de 18,49 cupons por habitante (a maior média de cupons por habitante). A campanha de Guarujá do Sul, com 4.908 habitantes, não teve apoio financeiro da prefeitura e distribuiu 71 mil cupons, média de 14,46 cupons por habitante. Francisco Beltrão, com 79.880 habitantes, distribuiu 550 mil cupons, média de 6,88 cupons por habitante. A campanha da Ascoagrin, que teve apoio financeiro das prefeituras, distribuiu 516 mil cupons para uma população de 28.342 habitantes (Bom Jesus do Sul, 3.796 habitantes, Barracão, 9.735 e Dionísio Cerqueira, 14.811), uma média de 18,20 cupons por habitante.
Mas, o que me chama a atenção mesmo, é que Francisco Beltrão, com 89.880 habitantes, e um polo microrregional, distribuiu 550 mil cupons, bem pouco a mais que a Ascoagrin, que teve 516 mil cupons para 28.342 habitantes. Esta é mais uma demonstração indubitável de que as cidades gêmeas hoje formam um polo microrregional cada vez mais crescente. Me chamou a atenção também que para participar da campanha da Ascoagrin, cada empresário associado pagou taxa de adesão de R$ 500,00, e os não associados, R$ 700,00. Em Guarujá do Sul, a taxa de participação dependia do número de cupons da empresa e teve empresário que chegou a pagar até R$ 4 mil para participar.
CURSOS DE DIREITO:
Não sei se existe uma estatística oficial, mas creio que em torno de 400 novos advogados são formados por ano nas faculdades de Direito do Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina (Fadep, em Pato Branco; Unics, em Palmas; Cesul, Unipar e Unioeste, em Francisco Beltrão, Faed, em Dois Vizinhos, Unoesc, em São Miguel do Oeste; Unochapecó, em Chapecó e Facisa - Celer, em Xaxin). E se em torno de 400 concluem o curso a cada ano, em torno de 400 iniciam. É realmente uma enxurrada de novos advogados a cada ano buscando espaço. Em 2011, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) teve 106.086 inscritos, dos quais, somente 26.010 passaram. O índice de aprovação foi de 24,5%. Para o advogado exercer a profissão, precisa ser aprovado no exame da OAB e receber a carteirinha que lhe dá direito a exercer a profissão.
Para quem está pensando em cursar Direito, é bom ficar atento à qualidade dos cursos. Para tanto, em 16 de janeiro, a OAB divulgou a relação das instituições de ensino superior e o desempenho de seus estudantes no Exame Unificado da OAB de 2011. Os 20 melhores índices de aprovação foram obtidos por instituições públicas, federais ou estaduais. A primeira da lista é a Universidade Federal do Espírito Santo, com 80,80% de seus bacharéis aprovados. Em segundo lugar ficou a Universidade Federal de Pernambuco, com 78,57% de aprovação, e em terceiro lugar, a Universidade Federal de Minas Gerais, com 77,89% de aprovação. A Universidade Federal do Paraná aparece em nono lugar, com 71,64% de aprovação, e a Universidade de Federal de Santa Catarina, em 10° lugar, com 70,51% de aprovação.
Cursos da região: A maioria aparece com baixo índice de aprovação no exame da OAB: Unics, com 17,75%; Cesul, 22,62%; Fadep, 12,50%; Faed, 16,13%, Unioeste, 41,56%; Unipar, 17,39%, Unochapecó, 35,67%; Unoesc (sete campi), com índices entre 17,19% e 43,75%; e Facisa - Celer, 40,74%. Confira a lista completa no link (http://estaticog1.globo.com/2012/01/16/V-Desempenho-por-Seccional.pdf).
COISAS DO ALÉM:
Para quem sem liga em curiosidades misteriosas, destino, capricho dos deuses, "maldições" e tal, aí está um fato curioso que, quem sabe, não seja apenas uma grande coincidência. Mariópolis é uma cidade próxima a Pato Branco, que realiza uma das festas da uva mais tradicionais das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina. Porém, um fato deixou preocupada a comunidade. A rainha da festa de 2010, Kamille Chiarini de 16 anos, morreu em um acidente de carro no dia 15 de março de 2010. Agora, a rainha de 2012, Juliana Ferreira da Silva, de 20 anos, também morreu em acidente de carro, no dia 13 de janeiro. Sexta-feira 13. A festa da uva de Mariópolis acontece todos os anos, de 27 a 29 de janeiro. Para 2013, já estão pensando em não eleger rainha.
FACEBOOK, ORKUT E POR AÍ AFORA:
A sociedade vive de modismos, geralmente impostos pela grande mídia e por interesses comerciais, e isso todo mundo sabe. Mas é curioso quando a gente pensa sobre isso. Lembro que há alguns anos, quando surgiu o Orkut, foi como uma epidemia que tomou conta do mundo. Era a sensação do momento. Deus me livre se não tivesse um, e todos entraram para o Orkut, inclusive eu, que faço essas críticas. E por aí vieram o Youtube, o Twitter e outros. Agora, a febre mundial é o Facebook e todo mundo deixou o Orkut e migrou para o Face, inclusive eu. Pois é, e assim nós vamos vivendo meio que artificializados. Costumo dizer sempre que caminhar é preciso, mas quem não ouve o seu próprio coração, sempre guiado pelos outros vai caminhar. É isso mesmo, Modismos. Modismos impostos por uma mídia atrelada a um sistema inescrupuloso e selvagem, que usa qualquer artifício para vender suas "coisas" e comprar nossa consciência.
Valorização da aparência: E assim temos uma grande parcela da imprensa que deixou de fazer jornalismo, para fazer "shownalismo". Vivemos a época da "googleatização" da cultura e é só ir lá, dar um "control C" e um "control V", e está pronta a pesquisa para a escola. Estamos na época da "telecelularização", da "orkutarização" e da fecebukização da comunicação e do relacionamento entre as pessoas. O fato é quanto mais avançamos nesta panaceia de "civilivirtualidadezação", que chamamos de dias atuais, modernidade, contemporâneo, pós-moderno, seja lá que nome for, mais nos angustiamos, escravizados por estes modismos, que nos fazem viver na mesmice, no tudo igual, no artificialismo, na banalização, na superficialidade e na valorização da aparência. E isso tudo aniquila culturas, comportamentos, tradições e valores, e enche as pessoas de um espantoso vazio que não sacia.
É uma época de consumismo desenfreado e sem perspectivas, onde o esteticismo, os rótulos e os estereótipos põem tudo ao chão. É como se a nossa imagem pudesse valer mais que a nossa existência real. O artificialismo da moldura tem mais valor que a essência da tela que está em seu interior. É um tempo esse tempo, que mata nossas raízes, nossa cultura e nossa identidade, impondo uma nova ordem de valores e conceitos difusos, ambíguos, inconstantes e volúveis, fruto da racionalização e não do raciocínio, que nos faz sermos pessoas sentimentais e não pessoas de sentimentos.
Pós-moderno? Contemporâneo? Ora bolas, nada mais que nomes vazios que se dá ao perdido e vazio homem dos dias atuais. Não quero ser um deles! Encerro este comentário citando uma frase da canção ‘Eu era apenas um lobisomem juvenil’, da Legião Urbana: "Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito".
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