Sou a favor do desarmamento e não acho que as pessoas necessitem de armas. Afinal, a estupidez humana, por si só, já é suficiente para causar estragos.
Maus tratos aos animais. Por aí está cheio de pessoas que têm por hábito maltratar os animais, ou até mesmo impor a eles verdadeira tortura, como se os animais não tivessem sentimentos, ou mesmo alma. Recentemente, em São Miguel do Oeste, entidades realizaram um dia de protesto quanto a isto. O que eu penso disso? Ora, penso que "a alma dorme na pedra, sonha no vegetal, desperta no animal e toma consciência no homem" (Léon Denis, maçom e espírita francês). Maltratar os animais é uma covardia que só os humanos praticam.
RECURSOS PÚBLICOS:
Quantos municípios, aqui da nossa região, conseguiriam investir R$ 937 mil de recursos próprios, na construção de uma escola, por exemplo? São José do Cedro está investindo esse valor em reformas e ampliações do Centro Municipal de Educação Girassol (Cemeg). São quase um milhão, que não vem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e nem de convênios com os governos Federal ou Estadual. É receita própria.
É aí que a gente vê a diferença que faz um município ter um bom movimento financeiro, gerado por uma atividade econômica fortalecida, tanto na área rural quanto na urbana, gerando retorno de ICMS e tributos municipais. Esse retorno, que é a receita própria, depende da atividade econômica, desde a simples emissão de uma nota de produtor rural. É a responsabilidade de cada um com seu próprio município. Porém, na maioria dos municípios da região, o FPM é a maior receita e a receita própria é muito pequena. Cedro é uma exceção, pois além do FPM, a administração conta com uma receita própria alta, que é parecida, ou até maior, que o valor do FPM de boa parte dos municípios da região.
BEBIDAS:
Esse é um tema que seguidamente eu trato aqui nesta coluna, pelos muitos problemas e abusos que existem, sem que ninguém tome providências para resolvê-los. A população, que não suporta mais o que acontece em determinadas ruas e pontos das cidades gêmeas, vê nesta coluna do JF o seu espaço de protesto e cobrança por soluções. E o protesto não é só em relação à bebedeira, ao som alto e à algazarra. Nesses locais não existem banheiros e esses beberrões urinam por alí mesmo. Encostam em um poste ou em um muro de casa e despejam a cerveja que tomam alí mesmo, não importa se tem criança por perto ou outras pessoas passando.
São muitas as pessoas que procuram o Jornal da Fronteira para protestar contra toda essa situação, e essas pessoas esperam uma resposta, pois consideram que a situação está fugindo do controle. Afinal, questionam eles, defender os direitos do cidadão e a ordem pública, não é a principal atribuição do Ministério Público? Não creio que seja assim tão difícil impor uma ordem nesse caos. Bastaria, por exemplo, uma portaria do Judiciário local, disciplinando uma série de situações, como locais e horários, e impondo penas, de preferência multas pagas apenas em dinheiro. Quando se mexe no bolso de alguém, na segunda vez ele vai pensar duas vezes antes de praticar o ato.
Com isso, a polícia teria respaldo legal para tomar providências mais sérias, por exemplo. E não adianta culparmos a polícia, pois ela age de acordo com o que permite os dispositivos da lei. É preciso que os poderes constituídos criem mecanismos específicos para essa situação. Embora, é claro, nada e nem ninguém pode proibir alguém de cometer um ato ilícito. Se alguém quiser cometer um crime, vai cometer. Mas, o que se pode, e se deve, é fazer com que ele assuma as responsabilidades e pague pelo que fez. Dispositivos legais e punição são peças chave. A confiança na impunidade é o maior estímulo para a pessoa fazer o que bem entender, sem se importar com a lei e com a ordem.
Um exemplo bem prático disso: nos Estados Unidos, é proibido transportar bebida alcoólica em veículos, nem mesmo no banco de trás é permitido. A única exceção é quando a pessoa vai comprar no supermercado. E nesse caso, ele só pode transportar a bebida no porta-malas do veículo, e em pacote lacrado pelo mercado onde comprou. É claro que lá tem quem transgride essa lei, mas tem também punição. Já aqui, é normal a gente ver pessoas dirigindo e tomando cerveja ao mesmo tempo, e fica por isso mesmo.
SACOLAS PLÁSTICAS:
Eu sou um tanto crítico à proibição dos supermercados e mercados de distribuírem sacolas plásticas. Não à proibição em si, mas à forma isolada como normalmente é feita. Vamos usar sacola retornável ao invés de sacolas plástica e isso é ótimo. Mas, até que ponto é eficiente levarmos para casa uma sacola retornável cheia de produtos que estão em embalagens plásticas, que serão jogadas no meio ambiente? Claro que a decisão tomada nas cidades gêmeas, de proibir a distribuição de sacolas plásticas nos mercados, é louvável e positiva, pois o foco da decisão foi retirar de circulação as 1,4 milhão de sacolas distribuídas por ano nos supermercados.
Este é o grande mérito dessa decisão, que é um passo, de muitos que ainda precisam ser dados. Afinal, para onde vão as garrafas pet, as embalagens plásticas de arroz, feijão e outros produtos, as embalagens de detergente, de amaciante de roupas, de produtos de higiene e limpeza, enfim, todas as embalagens que levamos dos supermercados para casa? Para onde vai isso tudo, se os nossos municípios nem sequer têm um programa efetivo de reciclagem de lixo? Exceção ao Consórcio Intermunicipal da Fronteira (CIF), que está implantado um programa, e já construiu o pavilhão para reciclagem e adquiriu caminhões, e a um ou outro município, que tem os coletadores organizados.
A separação e reciclagem do lixo é um hábito que precisa ser incorporado pelas pessoas. E todos nós sabemos que mudança de hábito não se consegue de um dia para o outro. Proibir a distribuição de sacolas plásticas pelos mercados e implantar programas de separação do lixo, são passos fundamentais que se dá nesse processo. No caso de Barracão e Dionísio Cerqueira, que são duas comarcas distintas, é preciso haver bom senso, para que haja uma uniformidade de ações em ambos os municípios. É claro que Barracão é Barracão e Dionísio Cerqueira é Dionísio Cerqueira, mas é uma cidade só. O mosquito da dengue, por exemplo (se tem algum por aqui), quando chega na avenida Paraná, 7 de Setembro ou Santa Catarina, não diz para si mesmo: "opa, daqui não posso passar porque alí é outro município". Da mesma forma, a decisão de retirar sacolas plásticas de circulação, de se implantar um programa eficiente de separação e reciclagem do lixo, ou qualquer outra ação, deve ser uma única decisão e uma única ação para os dois municípios. Se assim não for, dificilmente se chegará aos resultados desejados.
O BOM E VELHO ROCK:
Pois é, os amantes do bom Rock, que eu considero a música com mais qualidade e conteúdo aproveitável que existe, podem acessar o link e conferir o que está rolando por lá. Yeah Man!
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