Geral | 16/09/2010 09h59

SMO - reportagem resgata a história dos quíntuplos de São Miguel do Oeste


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SMO - reportagem resgata a história dos quíntuplos de São Miguel do Oeste
Pai e Mãe com o filho mais velho e os quíntuplos
– Hoje, é mais fácil criar do que naquele tempo. Mas, com certeza, é mais difícil educar. A opinião é de Terezinha Neoci Imhoof, a primeira moradora de Santa Catarina a dar à luz quíntuplos. Foi em 16 de março de 1982, em São Miguel do Oeste.

Vinte e oito anos depois, uma mãe de Braço do Norte repetiu o feito. No último dia 20, em Florianópolis.

– Vejo pelos netos que as crianças de hoje são diferentes. Eu dava banho, fazia uma bacia de pipocas e eles sentavam no sofá para ver televisão. Nenhum levantava sem eu permitir – recorda Terezinha.

A mãe fala com a autoridade de quem pariu cinco em uma gestação.

– Foi uma bênção colocar eles no mundo. Mas também vê-los crescer, aprender a falar, a caminhar.

E com a serenidade de quem vivenciou simultaneamente cinco infâncias, cinco adolescências, cinco pessoas entrando na fase adulta:

– Eu me sinto vitoriosa, pois consegui dar educação a eles. Meus filhos nunca nos deram problema.

O nascimento dos quíntuplos do casal Terezinha e Ivo Imhoof entrou para a história. A dona de casa tinha 31 anos e o marido, motorista do antigo Departamento de Estradas e Rodagens (DER), atual Deinfra, 29 anos. Foi o primeiro caso no país onde as cinco crianças – três meninos e duas meninas – sobreviveram.

Seis anos antes, o casal havia tido um casal de gêmeos. A menina morreu. Os quíntuplos nasceram de sete meses e a gravidez foi uma surpresa. Terezinha não fez tratamento para a fecundação (o que torna mais incomum a gravidez múltipla) e a ultrassonografia havia mostrado apenas quatro fetos. Por ordem nasceram Daniel, Marcelo, Fernando, Márcia e Juliana.

– Juliana foi a última a chegar. Foi a única que precisou de aparelho para respirar – conta Terezinha.

A mãe ficou uma semana no hospital. As crianças, três meses. Precisavam ganhar peso e era necessária uma grande quantidade de leite materno. A cada três horas Terezinha pisava ao hospital. Mas a quantidade de leite não era suficiente. Mães voluntárias se apresentaram e foi montada uma escala. Com um mês de vida, os cinco começaram a tomar leite em pó.

– Eram latas e mais latas, uma mamadeira atrás da outra.

A chegada dos cinco alterou a vida da família. A casa onde os Imhoof moravam era pequena, com 78 metros quadrados. Faltava banheiro e foi preciso fazer um quarto para os cinco bebês.

A imprensa mostrou esta realidade e campanhas foram desencadeadas no Sul do Brasil. Foram arrecadados material de construção, berços, cobertores, brinquedos. Também foi aberta uma conta bancária.

– Enfrentamos dificuldades, pois não era leite ou roupa para uma criança: era para cinco. Além disso, tinha o mais velho que ainda era pequeno e também precisava de atenção – lembra a mãe.

Para Terezinha, foi graças à solidariedade das pessoas que conseguiram criar os filhos:

– Sempre que um jornalista me procura eu dou toda atenção. Não fosse a divulgação, as pessoas não teriam nos ajudado.

Atualmente, três vivem em Sorriso, no Mato Grosso, e outros dois continuam na casa dos pais em São Miguel.


Fonte: Diário.com
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