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Renda significativamente reduzida e aumento da informalidade para os brasileiros mais escolarizados

Os resultados mostraram uma economia que produz, em sua grande parte, empregos de baixa qualidade e pouco produtivos

Renda significativamente reduzida e aumento da informalidade para os brasileiros mais escolarizados
Foto: Arquivo pessoal | Frederico S. Damasceno, novo colunista do Portal São Miguel, do Grupo Tri de Comunicação

A Ibre-FGV (Economia da Fundação Getulio Vargas) com base em dados da PnadC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, divulgou na última segunda-feira (5), que os últimos 10 anos foram péssimos na questão da renda e qualidade de empregos para os estudantes que terminaram o ensino médio ou cursaram faculdade, além da informalidade para as pessoas que estudaram de 9 a 11 anos no país.

Os resultados mostraram uma economia que produz, em sua grande parte, empregos de baixa qualidade e pouco produtivos. Assim, leva os mais escolarizados para vagas que pagam menos e que são, cada vez mais, informais, levando ao comprometimento do desenvolvimento socioeconômico do país.

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No tocante aos rendimentos do trabalho das pessoas que estudaram mais de 16 anos em relação aos brasileiros que passaram menos de um ano na escola teve uma grande queda, ou seja, houve uma redução significativa para o país de melhora na produtividade.

Triste redução

Um dado a ser destacado é que em 2012, o retorno positivo da educação na renda nessa comparação chegava a 641%. No 2º trimestre deste ano, o prêmio era de apenas 353%. Entre os que tinham de 12 a 15 anos de estudo comparados aos com menos de 1 ano, houve uma redução de 193% para 102%. Já no período de 2012-2023, o rendimento médio dos que estudaram entre 12 e 15 anos diminuiu em 11,2%. E para aqueles que estudaram 16 anos ou mais, houve uma redução ainda maior de 16,7%.

Esta pesquisa mostra que ao analisarmos os dados, que o ensino superior está sendo cada vez menos desvalorizado, visto o seu baixo retorno. Logo, por conseqüência a economia torna-se pouco dinâmica, com baixa produtividade e as empresas se tornam menos competitivas no cenário econômico internacional, no qual hoje o grande diferencial é justamente o conhecimento em inovação.

Ainda devemos lembrar que tudo o que foi escrito acima deve ser complementado com um ambiente de negócios pouco qualificado, impostos desproporcionais, desequilíbrio nas contas públicas e um governo há décadas inoperante em criação de ambiente propício a pesquisa.

Divida bruta e PIB

 Nos últimos oito anos, a relação entre a dívida bruta do país e o PIB é de 74,1% contra  17%. Infelizmente, o desestimulo a melhoria da produtividade tem sido marcante na nossa economia. Isto pode ser corroborado pela taxa de investimentos como proporção do PIB. Hoje esta taxa é de 17,2% ao passo que no início da década passada, esta taxa era de 19,3%.

Ao analisar o período de 2012 a 2023, a renda do trabalhador só aumentou para os menos escolarizados. Entre os que não chegaram a completar 1 ano de estudo, os rendimentos subiram 27,5% e houve queda na taxa de informalidade, de 75,2% para 72,5%.

Atualmente há engenheiros trabalhando com empregos que não requerem tanta qualificação como motoristas de aplicativos, entre outras profissões que não exigem qualificação, como por exemplo, pode-se citar que um motorista de tem como custo de aluguel de um carro e despesas R$ 2.000 e seu retorno muitas vezes é bem mais rápido que a formação de um engenheiro.

 

Por Frederico S. Damasceno

 

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