Entre as cores e campanhas do primeiro mês do ano, está o Janeiro Verde, conscientização que destaca a importância do diagnóstico precoce do câncer de colo do útero, uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres.
Este tipo de câncer atinge a parte inferior da estrutura uterina e, em grande parte dos casos, é provocado pela infecção persistente por alguns tipos do vírus HPV, transmitido pelo contato sexual. Embora seja uma doença grave e muito comum, quando o diagnóstico ocorre de forma precoce, as chances de cura são bastante altas.
A doença costuma ser silenciosa na fase inicial, não apresentando sintomas que sirvam de aviso imediato. Por ser uma patologia que pode ser prevenida com estratégias eficazes, a informação torna-se a principal ferramenta de proteção. Mulheres que não realizam o exame preventivo regularmente ou que não receberam a vacina contra o HPV compõem o grupo de maior risco, que também é ampliado por fatores como o tabagismo, múltiplos parceiros sexuais e a prática de relações sem o uso de preservativos.
Sintomas
É preciso estar atenta aos sinais que o corpo envia, mesmo que eles só apareçam em estágios mais avançados.
Sintomas como sangramento fora do período menstrual, dores na parte baixa da barriga, desconforto durante as relações sexuais ou corrimentos com cheiro forte são alertas importantes. Ao notar qualquer uma dessas alterações, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
A vacina contra o HPV, disponível gratuitamente no SUS, é o primeiro passo para proteger as gerações futuras. Já para as mulheres entre 25 e 64 anos, a realização periódica do exame preventivo, o chamado Papanicolau, é indispensável para detectar alterações celulares precocemente.
Somado a isso, outras medidas são o uso da camisinha, as visitas regulares ao médico e a modernização dos diagnósticos através do teste de biologia molecular DNA-HPV, considerada a maior revolução no combate ao câncer de colo do útero. No Brasil, o exame está em processo de implementação no SUS, com previsão de cobertura nacional até o final de 2026.
Oeste MAis