O amor pelos cavalos e o desejo de cuidar de pessoas deram origem a um projeto terapêutico que vem transformando vidas em Xanxerê. Idealizada pela massoterapeuta e terapeuta holística Débora Rodrigues dos Santos, a iniciativa utiliza cavalos como facilitadores em processos de cura emocional, autoconhecimento e libertação por meio de constelações assistidas por equinos na Linha Medianeira. As vivências atraem pessoas em busca de equilíbrio.
Formada em Massoterapia e Terapias Integrativas, com atuação em Reiki, PNL e Constelação Sistêmica, além de professora do Senac, Débora conta que o projeto nasceu de um sonho da juventude. Apaixonada por cavalos, ela cursou Veterinária, onde conheceu a amiga Célis Gasparetto, proprietária do Rancho João, com quem idealizou o trabalho. Por dificuldades financeiras, não concluiu a graduação, mas encontrou nas terapias integrativas um novo caminho. A vontade de atuar com cavalos cresceu após contato com constelações familiares.
A ideia ganhou forma quando Débora compartilhou o projeto com Célis e André. Mesmo sem estrutura adequada, decidiram começar. “Não tínhamos grandes estruturas, mas tínhamos algo maior: a vontade de transformar vidas. O início foi simples, marcado mais pelo propósito do que por recursos. A confirmação veio nas primeiras vivências”, relembra.
Após os primeiros encontros e relatos de transformação, Débora teve a certeza de que aquilo era mais que uma profissão. “Eu disse para a Célis: é a nossa missão de vida. É isso que faz valer os desafios”, conta.
Hoje, as vivências em grupo são voltadas para mulheres com diferentes histórias e feridas emocionais. “Cada encontro é único. Ver mulheres se reconectando consigo mesmas não tem preço”, afirma. Nos atendimentos individuais, o trabalho ocorre entre o cliente e a manada. Os atendimentos incluem homens, mulheres, crianças e empresas. A partir de fevereiro, os grupos também serão mistos. “Independentemente da questão trazida, ver a transformação gera apenas gratidão”, resume.
“Muitas vidas estão sendo restauradas para viver o extraordinário que a vida nos permite”, conclui.
NSC