Um casal foi condenado a penas que passam de 37 anos de prisão após júri popular realizado na última semana em Videira. O padrasto recebeu pena de 41 anos e seis dias de reclusão, enquanto a mãe foi sentenciada a 37 anos, cinco meses e 23 dias. Eles foram julgados por agressões contra duas crianças, de 3 e 5 anos.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os réus responderam por tentativa de homicídio e lesão corporal. O crime aconteceu em janeiro de 2025. Conforme o processo, os dois estavam embriagados no momento das agressões.
De acordo com a denúncia, o padrasto agrediu brutalmente o menino de três anos com socos e pauladas após se irritar com o choro da criança. Ele também atacou a menina de cinco anos e a companheira. Já a mãe foi condenada por omissão ela teria presenciado os fatos e não fez nada para impedir as agressões.
Júri durou 13 horas
A sessão do Tribunal do Júri teve cerca de 13 horas. Testemunhas foram ouvidas, os réus interrogados e acusação e defesa apresentaram seus argumentos.
A promotora de Justiça Bruna Vieira Pratts destacou a gravidade do caso ao sustentar a denúncia baseada na investigação policial.
“Quem tinha o dever legal e moral de proteger essas crianças foi justamente quem lhes causou dor, medo e sofrimento, agindo com extrema crueldade”, afirmou.
Os jurados reconheceram que a tentativa de homicídio foi qualificada por motivo fútil, meio cruel, tortura, recurso que dificultou a defesa das vítimas e pelo fato de serem menores de 14 anos. Esses fatores aumentaram as penas.
Relembre o caso
As crianças estavam passando as férias com a mãe e o padrasto quando ocorreram as agressões. Segundo os autos, a mãe também havia ingerido bebida alcoólica e estava na casa de uma vizinha no momento das agressões. Mesmo alertada, não teria tomado providências.
Foi a própria vizinha quem decidiu intervir e retirar as crianças do local. Depois, a mãe também foi agredida pelo companheiro com uma tábua e sofreu lesão no maxilar.
O padrasto já estava preso preventivamente desde os fatos. A mulher respondia em liberdade, mas foi levada ao presídio após a sentença. As crianças voltaram a morar com o pai, responsável legal.
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