O Dia Mundia do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), acende um alerta para a doença renal crônica (DRC), que afeta mais de 10% da população mundial. No Brasil, mais de 170 mil pessoas estão em diálise, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Já em Santa Catarina, são 3.902 pacientes em hemodiálise, segundo dados da Secretaria do Estado da Saúde (SES/SC).
A doença renal crônica (DRC) é considerada um problema de saúde pública e costuma ser associada à outras comorbidades, como hipertensão arterial e ao diabetes. No Estado, são 31 clínicas que garantem assistência a pacientes em serviços de nefrologia distribuídos por todas as regiões. De acordo com a SES, atualmente Santa Catarina conta com:
- 3.902 pacientes em hemodiálise;
- 370 pacientes em diálise peritoneal;
- 3.014 pessoas em acompanhamento especializado (estágios 4 e 5).
Prevenção da doença
Os serviços voltados ao cuidado renal oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são mantidos pelo Estado em Santa Catarina. Além disso, a secretaria firmou convênios com prestadores de serviço para custeio, aquisição de equipamentos e realização de obras.
Ainda, novas clínicas foram abertas, como o Centro de Alta Complexidade Renal da Renal Vida, inaugurado em julho de 2025, em Florianópolis. Esse conjunto de ações soma-se a busca por fortalecer os canais de prevenção da doença e a garantia de tratamento adequado para os pacientes.
O governo do Estado ainda destaca outras medidas como acompanhamento de hipertensos e diabéticos na Atenção Primária à Saúde, estímulo à realização de exames de rotina e diagnóstico precoce, promoção de hábitos de vida saudáveis, e a revisão da Linha de Cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica.
Entenda a doença renal
A doença renal é identificada a partir de exames como dosagem de creatinina no sangue e exame de urina. Em caso de diagnóstico precoce, ela pode ser controlada, além de prevenida com um estilo de vida saudável.
Há dois tipos de pacientes renais:
Agudo: quando há um declínio agudo na função renal, que causa um aumento na creatinina sérica e/ou uma queda no débito urinário;
Crônico: quando há perda progressiva e irreversível da função dos rins.
Pessoas idosas e com condições como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e doenças cardíacas são o principal grupo de risco. Fatores como tabagismo, obesidade uso frequente de medicamentos anti-inflamatórios também podem ocasionar comprometimento renal.
Uma dieta saudável, prática regular de exercícios físicos, controle de peso, da pressão arterial e dos níveis glicêmicos; além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão entre as medidas que podem ser adotadas como prevenção.
Quais são os sintomas
Os sintomas da doença podem variar entre:
Dor lombar;
Fadiga;
Fraqueza;
Perda de apetite;
Náusea;
Vômitos;
Edemas;
Alterações na frequência e na cor da urina.
NSC