Motoristas enfrentam filas em postos de combustíveis de municípios de Santa Catarina diante da ameaça de paralisação de caminhoneiros. Mesmo com a alta procura, as autoridades afirma que não há risco de desabastecimento no estado.
A greve anunciada ainda não se concretizou, sem concentração de caminhoneiros ou impacto nas rodovias catarinenses. A guerra no Oriente Médio também não afeta o fornecimento de combustíveis.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as rodovias catarinenses estão com o tráfego normal. Além disso, a Justiça Federal de Santa Catarina proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos aos portos de Itajaí e Navegantes, sob pena de multas de até R$ 100 mil para empresas ou sindicatos e R$ 10 mil para pessoas físicas.
A ordem judicial, publicada nesta quarta-feira (18), autoriza que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e outros órgãos de segurança atuem efetivamente para manter o fluxo de veículos liberado.
Segundo a decisão judicial, qualquer obstrução de vias pode gerar crime de desobediência e infração gravíssima, com multa penalidade de R$ 5.869,40 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
As rodovias protegidas funcionam como corredores logísticos fundamentais para o escoamento da produção que passa pelos portos catarinenses.
Conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não há indicativo de desabastecimento ou greve em andamento.
O que diz o Procon
O Procon de Santa Catarina também esclareceu que não há risco de falta de combustível. Segundo o órgão, uma reunião com representantes do setor será realizada ainda nesta tarde, com o objetivo de monitorar a situação, e um balanço completo das ações será divulgado na sexta-feira (20).
O município de Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, decretou situação de emergência na quarta-feira (18) por falta de combustíveis. O Procon afirmou que a medida é preventiva, garantindo reserva de aproximadamente 2 mil litros de combustível para serviços essenciais.
A fiscalização dos preços dos postos seguem em andamento, e dois estabelecimentos foram autuados por irregularidades na venda de diesel, com prazo de 48 horas para apresentação de defesa.
Sindópolis se manifesta
O Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis (Sindópolis) se manifestou e disse que acompanha o cenário, em diálogo com distribuidores e revendedores.
O abastecimento segue regular, com operações logísticas mantidas e fornecimento contínuo aos postos.
“O Sindópolis reforça seu compromisso com a transparência, com o adequado funcionamento do mercado e com o interesse da coletividade, orientando a população a manter a normalidade no consumo, a fim de evitar desequilíbrios pontuais”, informou.
SCC