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Unoesc reúne mais de 600 estudantes e alerta para riscos da água sem monitoramento

Evento alusivo ao Dia da Água apresentou pesquisas que apontam altos índices de contaminação, principalmente em poços e águas de enchentes

Unoesc reúne mais de 600 estudantes e alerta para riscos da água sem monitoramento
Foto: Ascom UNOESC SMO

A Unoesc realizou, na terça-feira (24), em São Miguel do Oeste, um evento alusivo ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. A programação reuniu mais de 600 estudantes dos anos finais do ensino fundamental, de oito escolas da região.

Durante o encontro, foram apresentados estudos sobre a qualidade da água, desenvolvidos ao longo de 22 anos de pesquisas pela Universidade. Os dados chamaram a atenção para os riscos da falta de monitoramento, especialmente em fontes alternativas e em situações de enchentes.

Dados preocupantes sobre contaminação

Entre os usuários que realizam monitoramento regular da água, como instituições que seguem exigências sanitárias, os índices são mais controlados. Em 2025, 16% das amostras analisadas foram consideradas impróprias para consumo.

- 58,95% dos casos de contaminação envolvem água de poços sem tratamento

- Apenas 3,6% das águas tratadas apresentaram problemas, geralmente ligados à limpeza inadequada de reservatórios ou à dosagem incorreta de cloro

Já entre a população que não realiza análises periódicas, os números são significativamente mais altos:

- Entre 60% e 90% das amostras são impróprias

- Em um levantamento recente, 87,13% estavam contaminadas

- Poços superficiais: 95,76% de contaminação

- Poços profundos: 56,67%

Riscos também nas enchentes

Outro estudo analisou 54 amostras de água de inundações em áreas urbanas de São Miguel do Oeste. Os resultados mostraram que cerca de dois terços estavam contaminados, com maior incidência no inverno, período de chuvas mais intensas.

Além disso, foram identificadas bactérias resistentes a antibióticos, aumentando os riscos à saúde, mesmo em casos de contato indireto com a água.

— Os dados mostram que o principal problema não é apenas a qualidade da água, mas a falta de monitoramento e cuidados regulares — destacou a professora Eliandra Mirlei Rossi.

— Muitas pessoas não percebem que a água das enchentes pode representar um risco importante ao entrar em contato com a pele ou objetos do dia a dia — explicou o professor Jackson Fabio Preuss.

Educação e prevenção

Além da apresentação dos estudos, o evento contou com bate-papo com especialistas, atividades práticas com microscópios e ações interativas em parceria com a empresa Vignatti Formaturas.

A iniciativa teve como objetivo aproximar os estudantes do tema e incentivar práticas preventivas. As pesquisas reforçam a necessidade de:

- ampliar o acesso à análise da água

- investir em saneamento básico

- promover educação em saúde

A ação evidencia a importância do conhecimento científico na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida da população.

Ascom da UNOESC

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