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SC bate recorde de transplantes de rim e lidera indicadores de doação de órgãos

SC bate recorde de transplantes de rim e lidera indicadores de doação de órgãos
Foto: Leo Munhoz SECOM/GOVSC

Santa Catarina alcançou, em 2025, o maior número de transplantes de rim já registrado nos últimos anos. Foram realizadas 345 cirurgias, consolidando o estado como referência nacional em doação e transplante de órgãos.

O resultado acompanha o desempenho catarinense nos principais indicadores do setor. O estado registrou a melhor taxa do Brasil em efetivação de doadores (43), doadores efetivos (42,8%) e o menor índice de não autorização familiar (32%), cenário que amplia as chances de pacientes receberem um órgão ou tecido quando necessário.

Dos transplantes realizados em 2025, 332 ocorreram com doadores falecidos e apenas 13 com doadores vivos. Já entre janeiro e abril de 2026, foram contabilizados 94 transplantes renais, sendo apenas um deles com doador vivo.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, os números refletem uma política pública consolidada ao longo de mais de duas décadas.

“Santa Catarina é destaque nacional na doação de órgãos. Temos uma política de Estado fortalecida ano após ano. Milhares de pessoas já tiveram uma nova oportunidade de vida graças a esse sistema, que beneficia pacientes catarinenses e também de outros estados”, afirmou.

Blumenau lidera transplantes

Santa Catarina possui cinco centros habilitados para transplante renal. Em 2025, os procedimentos com doador falecido foram realizados em:

Blumenau: 190, Joinville: 78, Criciúma: 34, Chapecó: 25 e Itajaí: 5.

Nos transplantes com doador vivo, Blumenau respondeu por 11 procedimentos, enquanto Criciúma e Chapecó realizaram um cada.

Pacientes de outras regiões do país também são encaminhados para esses centros, com despesas de transporte, internação e tratamento custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Maioria dos transplantes é com doadores falecidos

De acordo com o coordenador da Central de Transplantes de Santa Catarina, Joel de Andrade, o sucesso da política estadual de doação reduziu a dependência de transplantes com doadores vivos.

“Todos os pacientes que precisam de transplante renal são inseridos na fila de doador falecido. Apenas cerca de 3,8% dos transplantes realizados nos últimos dez anos foram com doadores vivos”, explicou.

Atualmente, 891 pessoas aguardam um transplante de rim na lista de espera para doador falecido. Apenas cinco pacientes estão em investigação para transplante com doador vivo.

Governo de SC

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