O Governo de Santa Catarina implantou uma nova estratégia para agilizar a realização de cirurgias de revisão de quadril e joelho pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, a rede hospitalar foi ampliada e 308 pacientes já foram encaminhados para avaliação, incluindo pessoas que aguardavam há anos por esse tipo de procedimento. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que todos os pacientes que precisam de revisão de joelho e aqueles que aguardavam por revisão de quadril desde antes de 2024 já foram direcionados para atendimento.
“Com a orientação do governador Jorginho Mello, estamos fazendo pela primeira vez na história o enfrentamento real da demanda e das filas por cirurgias eletivas em nosso estado. Essa estratégia permite ampliar a capacidade de atendimento, reduzir filas históricas e garantir que pacientes que aguardavam há anos possam finalmente realizar seus procedimentos com segurança e qualidade”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Quando a iniciativa foi implementada, havia filas represadas, principalmente nos hospitais Celso Ramos e Regional de São José, na Grande Florianópolis. Para enfrentar o problema, o Estado criou um prêmio financeiro adicional para hospitais habilitados em Alta Complexidade em Ortopedia e credenciados para Enxerto Ósseo. A medida foi estabelecida pela Deliberação nº 720/CIB/2025, retificada em 11 de junho de 2026.
Pelo novo modelo, os hospitais recebem R$ 27 mil por cirurgia de revisão de quadril e R$ 8 mil por cirurgia de revisão de joelho, valores que se somam à Tabela Catarinense e à Tabela SUS. O montante pode chegar a até 12 vezes o valor da tabela nacional, considerando a elevada complexidade dos procedimentos, o uso de OPMEs de alto custo, o tempo cirúrgico prolongado, a capacitação técnica das equipes e o impacto assistencial.
As cirurgias de revisão de quadril e joelho são indicadas para pacientes que já passaram por artroplastias e precisam substituir total ou parcialmente as próteses, seja pelo desgaste natural do material ou por condições clínicas específicas. Nos últimos anos, o aumento das cirurgias primárias aliado ao envelhecimento da população ampliou a demanda por esse tipo de procedimento em Santa Catarina.
Outro diferencial da estratégia é a exigência de habilitação para transplante ósseo, já que o desgaste do osso é comum nesses casos. Atualmente, três unidades estão habilitadas para realizar as cirurgias de revisão com o novo modelo de financiamento: o Hospital Santo Antônio, em Blumenau; o Hospital Bethesda, em Joinville; e o Hospital e Maternidade Imigrantes, em Brusque, incluído após aprovação na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite de Santa Catarina (CIB).
Além da Tabela Catarinense de Procedimentos, o Estado mantém o Programa de Valorização dos Hospitais, que garante incentivos financeiros fixos para a manutenção das unidades e tem promovido maior sustentabilidade à rede hospitalar desde sua implementação, em 2024.
Ascom do Governo de SC