A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu mais três homens investigados por participação no sequestro, homicídio e ocultação do corpo da adolescente Luana Bosing, de 17 anos. As prisões ocorreram nesta segunda-feira (10), na região de Maravilha, no Oeste catarinense, durante uma nova etapa da investigação.
Com a ação, seis pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no crime. A operação foi coordenada pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Maravilha, com apoio das delegacias de Polícia Civil das comarcas de Maravilha e Pinhalzinho.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, inicialmente foram presos dois homens, de 29 e 18 anos. No decorrer das diligências, um terceiro investigado, também de 18 anos, foi localizado pela equipe da DIC de Maravilha e preso.
Segundo a Polícia Civil, o avanço das investigações revelou indícios de que o crime teria contado com a participação de mais pessoas do que aquelas identificadas na primeira fase da apuração.
Os investigadores analisaram imagens, informações de inteligência e outros elementos reunidos durante o trabalho policial. Conforme a corporação, as evidências apontam para uma atuação coordenada, com divisão de tarefas entre os integrantes e utilização de diferentes pontos de apoio.
A partir desses elementos, a Polícia Civil identificou novos suspeitos e reuniu informações que fundamentaram os pedidos de prisão encaminhados à Justiça.
Adolescente foi sequestrada dentro de casa
Luana Bosing foi sequestrada na noite de 4 de julho, dentro da própria residência, em Maravilha. O desaparecimento mobilizou equipes de segurança e desencadeou uma série de buscas na região.
Três dias depois, na noite de 7 de julho, o corpo da adolescente foi localizado enterrado em uma área de mata no interior de Nova Erechim.
Na ocasião, dois suspeitos foram presos, entre eles o ex-namorado da vítima. Um terceiro investigado teria deixado a região e seguido para o Norte do país, mas acabou localizado pela Polícia Civil no município de Confresa, no Mato Grosso, no dia seguinte às primeiras prisões.
A perícia apontou que a adolescente foi morta por disparos de arma de fogo, que atingiram principalmente as regiões do rosto e do tórax.
Segundo as investigações, após o homicídio, o corpo foi transportado até uma área de mata e enterrado, em uma tentativa de dificultar sua localização.
Investigação continua
Mesmo após as primeiras prisões, os investigadores continuaram trabalhando para esclarecer todos os detalhes do crime e identificar a participação individual de cada suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos ao longo da apuração indicaram que a ação teria sido planejada e executada por um grupo no qual os integrantes possuíam diferentes funções.
Os seis investigados presos deverão permanecer à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que não descarta a possibilidade de novas prisões à medida que a investigação avance.
A apuração ainda busca esclarecer completamente a dinâmica do sequestro, do homicídio e da ocultação do corpo, além de individualizar a conduta de cada pessoa que possa ter participado dos crimes.
A corporação ressalta que qualquer pessoa que tenha contribuído para a execução dos crimes poderá ser responsabilizada, desde que sejam reunidos elementos suficientes que comprovem sua participação.
Operação Erínias
O nome da operação faz referência às Erínias, figuras da mitologia grega associadas à punição e à retribuição por crimes graves, especialmente homicídios.
Segundo a Polícia Civil, a denominação representa a atuação do Estado na busca pela responsabilização dos envolvidos e pela resposta aos fatos investigados.
A investigação permanece em andamento.
Portal São Miguel, com Polícia Civil de Santa Catarina