A Justiça recebeu, na sexta-feira (7), a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra dois homens investigados pela morte de um idoso de 75 anos, em Pinhalzinho, no Oeste catarinense.
A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pinhalzinho e atribui aos dois acusados, em tese, os crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desobediência.
A vítima, identificada como Valdir Bazanela, de 75 anos, alugava um imóvel para os denunciados. Segundo o Ministério Público, o crime teria ocorrido em 20 de julho de 2026 e estaria relacionado a desavenças envolvendo o contrato de locação e o atraso no pagamento dos aluguéis.
Morte teria ocorrido por estrangulamento
Conforme a acusação apresentada pelo MPSC, o homicídio teria sido cometido por motivo considerado fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Ainda segundo a denúncia, Valdir teria morrido em decorrência de estrangulamento.
O Ministério Público afirma que, algumas horas após a morte, os denunciados teriam ocultado o corpo em uma cova localizada nos fundos da residência onde o crime teria ocorrido.
O cadáver foi posteriormente localizado durante as investigações conduzidas pelas forças de segurança.
Suspeitos teriam desobedecido ordens policiais
A denúncia também relata um episódio ocorrido durante as diligências realizadas cinco dias após o crime.
Segundo o MPSC, um dos acusados teria fugido depois de receber ordem de parada dos policiais. O outro, conforme a acusação, teria resistido ao cumprimento das determinações dadas pelos agentes públicos.
Essas condutas também foram incluídas na denúncia apresentada à Justiça.
Caso será julgado pelo Tribunal do Júri
Com o recebimento da denúncia, o processo seguirá seu curso na Justiça. Por se tratar de acusação relacionada a homicídio, o Ministério Público informou que o caso será submetido ao Tribunal do Júri.
A Promotoria também solicitou que seja estabelecido um valor mínimo de R$ 200 mil para reparação dos danos causados à família da vítima, incluindo indenização por danos morais.
Os dois homens passam a responder formalmente à ação penal, mas as acusações ainda serão submetidas ao devido processo legal. A responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça ao longo do processo.
MPSC