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Megaoperação contra maior organização criminosa de Porto Alegre mobiliza 480 policiais em cinco estados

Ação cumpre mandados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e Goiás e busca atingir lideranças, patrimônio e fontes de financiamento do grupo investigado

Megaoperação contra maior organização criminosa de Porto Alegre mobiliza 480 policiais em cinco estados
Foto: Polícia Civil, Divulgação

Uma megaoperação contra uma organização criminosa apontada pela polícia como a maior de Porto Alegre mobiliza cerca de 480 policiais nesta quarta-feira (26). A ofensiva tem ações no Rio Grande do Sul e cumprimento de ordens judiciais também em Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e Goiás.

A operação é resultado de aproximadamente um ano e três meses de investigação conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil gaúcha. Um dos principais objetivos é atingir não apenas os integrantes do grupo, mas também o patrimônio e as fontes utilizadas para financiar as atividades criminosas.

Segundo a delegada Fernanda Amorim, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, a Justiça determinou medidas para tentar bloquear cerca de R$ 6 milhões relacionados aos investigados.

Grupo teria atuação em vários estados e conexão com o Paraguai

As investigações apontam para uma estrutura criminosa com atuação interestadual e conexões inclusive fora do Brasil, entre elas com o Paraguai.

Conforme a Polícia Civil, o grupo é investigado por crimes como tráfico de drogas, armas, munições e explosivos, clonagem de veículos, financiamento de organização criminosa armada e aliciamento de adolescentes.

A investigação também apura a possível participação de integrantes da organização em homicídios e no envio de materiais ilícitos para dentro de penitenciárias utilizando drones.

Suspeita de lavagem de dinheiro dentro de presídio

Outro ponto investigado é um possível esquema de lavagem de dinheiro dentro do próprio sistema prisional.

Conforme informações divulgadas pela imprensa gaúcha, uma empresa de fachada responsável pela administração da cantina da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas teria sido utilizada para movimentar e lavar recursos ligados à organização.

Entre os alvos das ordens judiciais desta quarta-feira, aproximadamente 13 pessoas já estariam presas. A suspeita é de que integrantes da liderança continuavam participando do comando das atividades criminosas mesmo de dentro das unidades prisionais.

Operação busca atingir diferentes níveis da organização

A estratégia da Polícia Civil é atingir diferentes setores da estrutura investigada, alcançando desde integrantes responsáveis pela execução das atividades criminosas até lideranças, operadores financeiros e patrimônio utilizado para sustentar o grupo.

Os mandados seguem sendo cumpridos nesta quarta-feira em Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e Goiás.

O balanço da operação, incluindo o número de prisões, apreensões e o montante efetivamente bloqueado pela Justiça, deverá ser atualizado pelas autoridades ao longo do dia.

NSC

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