O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto votaram na manhã deste domingo (4), em Brasília. Os dois estão presos preventivamente e, por não possuírem condenação criminal definitiva, mantêm o direito de participar das eleições.
Já o ex-presidente Jair Bolsonaro não pode votar. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista e começou a cumprir a pena em novembro de 2025. Atualmente, cumpre prisão domiciliar.
A diferença ocorre porque a Constituição Federal determina a suspensão dos direitos políticos após uma condenação criminal definitiva, enquanto durar seus efeitos. Presos provisórios, que ainda não foram condenados definitivamente, permanecem com os direitos políticos.
Presos provisórios podem votar
Vorcaro está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A defesa pediu, em setembro, a revogação da prisão.
Stefanutto também está preso preventivamente. O ex-presidente do INSS foi detido em novembro de 2025 durante a Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
Careca do INSS também pediu para votar
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, também solicitou o direito de votar neste domingo, segundo interlocutores. No entanto, a defesa foi informada de que ele poderia não conseguir exercer o voto devido a questões logísticas.
Antunes está preso desde setembro de 2025 e é apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema investigado envolvendo descontos irregulares em benefícios do INSS.
A possibilidade de voto para presos provisórios depende da organização da Justiça Eleitoral e das autoridades responsáveis pelas unidades prisionais.
Nas eleições de 2022, 12.903 presos provisórios votaram, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2024, 6.322 detentos tiveram transferência temporária do título eleitoral para participar da votação.
Fonte: G1
