Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, está entre as nove vítimas da queda de um avião particular registrada neste domingo (1º), na Flórida, nos Estados Unidos. A jovem atuava como copiloto de um Learjet 60, que caiu em uma área residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach.
A morte foi confirmada por familiares ao portal g1. A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Após atingir o solo, o avião explodiu. Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram, segundo as autoridades norte-americanas.
Conquistou licença de piloto aos 17 anos
Nathalia ganhou destaque na imprensa norte-americana em 2023, quando conquistou a licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a carteira de motorista.
Na época, cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida. Seu interesse pela aviação começou em 2020, influenciado também pelo pai, que pilotava por lazer.
Em setembro de 2023, após aulas teóricas, simuladores e treinamentos práticos, conquistou a licença. Na ocasião, já acumulava 88 horas de voo.
Seu sonho era trabalhar como piloto de uma companhia aérea comercial ou na aviação executiva.
Publicação nas redes sociais
Em março de 2026, Nathalia compartilhou uma conquista profissional relacionada ao Learjet 60. Em uma publicação, apareceu na cabine da aeronave e escreveu: “Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”.
Áudio registra momentos antes da queda
A comunicação entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo registrou momentos de emergência antes do acidente.
Na gravação, uma voz feminina relata problemas com gelo e turbulência durante o voo. Pouco depois, a tripulante declara emergência e informa que a aeronave estava perdendo altitude rapidamente.
Entre as falas registradas estão pedidos de socorro com a expressão internacional “Mayday” e o alerta: “Vamos bater no chão”.
Até o momento, não há confirmação de que a voz feminina registrada na comunicação seja de Nathalia.
As causas do acidente são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). A possibilidade de formação de gelo e turbulência está entre os fatores mencionados, mas ainda não há conclusão oficial sobre o que provocou a queda.
Fonte: G1
