O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta terça-feira (3) um quarto foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O novo caso foi identificado em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, no Oeste catarinense, município que já havia registrado uma ocorrência da doença.
Com a nova confirmação, o Estado soma quatro focos em granjas de perus, registrados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Segundo o Ministério, o novo caso foi identificado dentro de uma área que já estava sob restrição sanitária, durante ações de monitoramento. As equipes do Serviço Veterinário Oficial intensificaram a vigilância e adotaram medidas para evitar a disseminação do vírus.
Nos três primeiros estabelecimentos atingidos, 47.318 aves foram sacrificadas como parte dos procedimentos sanitários.
Granjas passam por limpeza e desinfecção
As propriedades afetadas estão passando por processos de despovoamento, limpeza e desinfecção, com acompanhamento da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
Após essa etapa, os estabelecimentos precisam cumprir um período de vazio sanitário, permanecendo sem aves até que todas as exigências sejam atendidas.
O monitoramento também foi ampliado para outras propriedades da região. Até o momento, 70 estabelecimentos comerciais apresentaram resultados negativos para a doença.
Restrições afetam exportações
A confirmação dos focos provocou restrições comerciais de países importadores de produtos avícolas brasileiros, entre eles China, México, Arábia Saudita, Malásia e Chile.
As suspensões variam conforme o mercado, atingindo desde produtos originários de Santa Catarina até exportações de todo o território nacional.
O México já anunciou a retomada das importações de produtos avícolas brasileiros após o avanço das medidas sanitárias.
As autoridades seguem trabalhando para comprovar a eficácia dos procedimentos de controle e buscar a normalização do comércio internacional.
O que é a doença de Newcastle?
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. Entre os principais sintomas estão dificuldades respiratórias, diarreia, alterações neurológicas e, em casos graves, elevada mortalidade.
A transmissão pode ocorrer pelo contato com animais infectados, secreções, fezes, água, alimentos e equipamentos contaminados.
Diante dos novos registros, as autoridades reforçam a importância das medidas de biosseguridade nas propriedades rurais e da comunicação imediata de qualquer suspeita ao Serviço Veterinário Oficial.
Com informações da NSC
