A família de Antônio Marcos Backes, de 36 anos, natural de Barracão, Paraná, vive um drama que já se estende por quase nove meses. O corpo dele foi localizado no dia 18 de agosto, de 2025 em Bernardo de Irigoyen, na Argentina, após um período de desaparecimento. No entanto, até o momento, as autoridades de Bernardo de Irigoyen ainda não autorizaram a liberação para traslado ao Brasil.
De acordo com a esposa, Pollyana Backes, a espera tem sido marcada por angústia e incertezas. O exame de DNA, necessário para confirmar oficialmente a identidade, levou cerca de sete meses para ter o resultado. Mesmo após a confirmação de que o corpo era de Antônio, a família segue sem respostas concretas sobre a liberação.
O casal tem três filhos que, assim como os demais familiares, enfrentam diariamente o impacto da perda sem poder realizar o velório e prestar as últimas homenagens.
A demora tem causado revolta e ampliado o sofrimento da família, que vive um luto interrompido. “É uma dor que não tem fim. A gente só quer poder se despedir”, relatam os familiares.
E o caso de Antônio Marcos Backes não é isolado na região de fronteira. Outra família também enfrenta situação semelhante.
O corpo de Antônio Batista Soares, morador de Dionísio Cerqueira, foi encontrado em janeiro deste ano, também em Bernardo de Irigoyen, na Argentina, e, mesmo após três meses, ainda não havia sido liberado devido à demora nos trâmites legais e na conclusão de exames.
As situações evidenciam a burocracia e a lentidão nos processos envolvendo mortes em território estrangeiro, o que acaba prolongando ainda mais o sofrimento de famílias que aguardam apenas a possibilidade de um adeus digno.
Enquanto isso, a família de Antônio Marcos Backes segue à espera de uma resposta das autoridades argentinas, na esperança de encerrar esse ciclo de dor e, finalmente, conseguir se despedir.
Everson Coutinho / Portal Tri