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Setembro Amarelo: quando a dor supera a razão

Sobre o suicídio, "é incontestável que tem ele sempre por causa um descontentamento, quaisquer que sejam os motivos particulares que se lhe apontem" (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V, pg 88)

Aproveitando esse mês de tantas reflexões sobre esse tema, que as campanhas públicas nos trazem, importante também atentar para outro aspecto do Ser Humano: a espiritualidade.
Cada um sente a dor do seu modo, e não nos cabe julgar se é menor ou maior que a nossa própria. O tamanho da dor depende muito dos recursos que se reconhecem disponíveis para enfrentar o sofrimento, e não apenas por parâmetros morais ou sociais impostos.

É fácil julgar quando não se está nas vestes do sofredor! É fácil julgar quando temos apoio ou um equilíbrio mental que nos permite visualizar saídas. Mas não podemos esquecer que muitas vezes o sofredor está há tanto tempo sentindo sua dor, que não mais encontra saída possível para a dor, então prefere deixar o mundo a continuar sofrendo.

Infelizmente não é apenas uma forma de chamar de atenção, como muitos pensam, ou uma fraqueza mental, ou covardia. A pessoa que chega a este pensamento, e mais ainda a que chega ao ato contra a própria vida, está em um sofrimento tal que não consegue ver saída, a pessoa só quer se libertar do sofrimento, da dor dilacerante dos sentimentos, que nenhum remédio, sozinho, alivia.

Algumas vezes os pensamentos suicidas são expressos de forma velada. A pessoa que está numa situação de extremo desespero nem sempre fala sobre querer morrer ou tirar a vida, mas dá sinais como isolamento e tristeza, perda do apetite ou comer compulsivo, insônia, sonolência diurna (na verdade é mais uma desculpa para se isolar no quarto do que sono propriamente), esquiva em conversar com as pessoas, fala que gostaria de sumir, estar em lugar longe de tudo e de todos, desânimo extremo, não consegue fazer atividades que antes eram prazerosas, necessidade de ver filmes ou noticias de mortes ou sofrimento de qualquer espécie, alguns até tem comportamentos de automutilação ou necessidade de sentir dor através de cortes, ou batidas, autopunição de alguma forma.

Os sintomas diferem em cada idade, de acordo também com o apoio que recebe e as possibilidades de confiar em alguém para conversar ou distrair-se dos sofrimentos, sejam eles físicos, mentais, de cunho financeiro ou emocional em geral. Crianças também apresentam ideação suicida, expressados muitas vezes por deixar de comer, inconscientemente deixar de fazer o que sabe que preserva sua vida, ou colocar-se em risco de alguma forma. Jovens e adolescentes que pensam em suicídio podem apresentar comportamentos de risco para doenças ou no trânsito, ou automutilação, ou sintomas depressivos extremos. Adultos podem se isolar e não querer conversar, ou apresentar comportamentos de risco diversos, prostração e olhar mórbido, parado, distração e esquecimentos. Idosos podem sentir-se insatisfeitos e desanimados, apresentar irritabilidade e isolamento, alterações das doses de remédios, comportamentos de risco para autocuidados, sonolência e sintomas depressivos graves.

Estes são apenas alguns dos sintomas, apenas para lembrar que nem sempre o risco de suicídio é apenas quando a pessoa fala sobre suicídio, ou tenta abertamente fazer algo contra si mesmo.
O que é necessário refletir quando passamos por estas situações extremas de sofrimento, é que "as provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação." (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V, pg 99)

Aos apegados no materialismo do corpo e da causalidade pura, é difícil perceber que as provações que passamos nos trazem oportunidades de aprender e evoluir. Cada dificuldade desta vida nos torna mais fortalecidos para enfrentarmos as etapas seguintes de nossa jornada, nesta ou em outras dimensões.

Ao sentir esta extrema angústia e desespero dos pensamentos suicidas, a pessoa não consegue perceber que pode enfrentar o que a está afligindo, não consegue ver possibilidades de solucionar suas dificuldades. Não consegue perceber as lições importantes que o sofrimento está proporcionando, por isso não vê saídas a não ser pular esta existência, e buscar o alivio da dor em outra dimensão, a morte.

É preciso perceber que por maior que seja o obstáculo que precisamos atravessar, sempre temos dentro de nós possibilidades infinitas de recursos que nos permitem enfrentar e buscar soluções as mais variadas para essa dor, seja sozinhos ou com auxílio de pessoas que sempre estão prontas a nos ajudar. 

É preciso estarmos mais disponíveis para ajudar aos que estão a nossa volta, nunca sabemos dos pensamentos de cada um. Olhar com amor para a outra pessoa é essencial, com olhos de atenção e consideração, não apenas um olhar mecânico querendo nos esconder do sofrimento alheio e do nosso próprio. Perceber as necessidades e carências de cada um, ajudar ao outro a entender as possibilidades de vida em abundância, com amor e gratidão a Deus e todo Universo pelas oportunidades de aprendizado e evolução.

Essencial também é olhar com amor para nós mesmos, para as nossas próprias dificuldades e limitações, os recursos que percebemos para lidar com os problemas e desafios da nossa vida, assim percebemos os níveis de nosso estresse, e identificamos quando o sofrimento se torna insuportável e caímos sem perceber nas armadilhas da depressão, da ansiedade, e assim surgem os pensamentos mórbidos e ideias de suicídio.

Essencial procurar um amigo, um religioso, o serviço público, um familiar, alguém em quem possa confiar para falar dos nossos sentimentos, medos e angústias.

Buscar um psicólogo é uma ajuda importante para nos entendermos e conseguirmos avaliar qual o nível de nosso sofrimento, e que recursos dispomos para enfrentar e superar tudo o que nos aflige. Outras terapias também certamente ajudam muito, pois ajudam a aliviar as angústias, dentre elas a hipnose, a constelação familiar, as barras de acces, o reiki, acupuntura e tantas outras disponíveis hoje no mercado.

Sim, vale a pena viver. Escolher a vida, e buscar todos os recursos para melhor viver. Aprender cada dia uma nova lição, cada dia buscar ser uma versão melhor de nós mesmos.

Odaiz Machado
Psicóloga
Hipnoterapeuta, Consteladora Familiar
Terapeuta de Barras de Access e Thetahealing 

Atendimento na rua Nereu Ramos (49) 9.9998-1842

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