Santa Catarina se destaca no cenário nacional pelo forte crescimento populacional, mas também guarda um retrato oposto: a concentração de cidades com menos de 2 mil moradores. De acordo com a estimativa do IBGE para 2025, 18 dos 20 municípios menos populosos do Estado estão localizados no Oeste e Extremo-Oeste.
A menor delas é Barra Bonita, que mantém o título de menor município catarinense, com apenas 1.642 habitantes. Em seguida aparecem Presidente Castello Branco (1.707), Santiago do Sul (1.732), São Miguel da Boa Vista (1.777) e Lajeado Grande (1.791). Todas estão no Oeste.
Apenas Santa Rosa de Lima (2.131 habitantes), no Sul, e Paial (2.007), na Serra, fogem desse padrão, compondo a lista fora do mapa do Oeste.
Segundo os dados do IBGE, 33,2% das cidades catarinenses têm até 5 mil moradores. No entanto, esse grande número de municípios representa apenas 3,8% da população total do Estado. Já os 14 municípios com mais de 100 mil habitantes concentram quase metade da população catarinense.
Comparativo com as cidades em crescimento
Enquanto municípios pequenos enfrentam a estagnação ou até redução populacional, o litoral catarinense concentra os maiores crescimentos. Itapoá lidera o ranking estadual com alta de 4,4% em relação a 2024, seguido por Barra Velha (4,2%) e Passo de Torres (4%). No Oeste, a exceção é Guatambu, que registrou crescimento de 3,71% — a sexta maior taxa do estado.
Impacto na gestão pública
Além do retrato social, os números divulgados pelo IBGE têm impacto direto na administração municipal. A estimativa populacional é utilizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para calcular o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que representa parte significativa da arrecadação das cidades pequenas.
NSC