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Com uma mulher vítima de violência a cada 7 minutos, SC anuncia delegacia remota com atendimento 24 horas

Estado vai criar estrutura online para acolher vítimas de violência doméstica e abrir 26 novas delegacias especializadas

Com uma mulher vítima de violência a cada 7 minutos, SC anuncia delegacia remota com atendimento 24 horas
Foto: Imagem gerada com o auxílio de Inteligência Artificial / ND Mais
Santa Catarina vai criar uma delegacia remota com plantão 24 horas para atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica. A medida foi anunciada pela Polícia Civil após a divulgação de dados que mostram que uma mulher é agredida a cada sete minutos no estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC), cerca de 74 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica em 2025, o que representa uma leve redução de 2% em relação a 2024. No mesmo período, 51 mulheres foram assassinadas vítimas de feminicídio, média de uma morte por semana.

Os números foram apresentados durante uma coletiva na terça-feira (13). Apesar da pequena queda nos casos de violência, o total de feminicídios teve estabilidade, com uma morte a mais em comparação ao ano anterior.

O secretário de Segurança Pública, coronel Flávio Rogério Graff, afirmou que todos os casos de feminicídio registrados em 2025 foram solucionados. Segundo ele, 98% foram esclarecidos pelas forças de segurança, e os outros 2% após a entrega dos autores. Mesmo assim, reconheceu a gravidade da situação. “Sabemos que temos problemas sérios e precisamos enfrentá-los de forma permanente”, afirmou.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, a nova delegacia remota terá plantão permanente e será formada por delegadas e psicólogas, garantindo atendimento imediato às vítimas em qualquer região do estado. O contato será feito de forma online, por meio de chamadas de vídeo, em salas virtuais de acolhimento.

Além da delegacia remota, Santa Catarina também vai criar 26 novas delegacias especializadas no atendimento a pessoas vulneráveis ao longo de 2026. A reorganização prevê mudanças conforme o tamanho dos municípios.

Nas cidades com mais de 300 mil habitantes, haverá três delegacias separadas: uma da mulher, uma da criança e do adolescente e outra do adolescente infrator. Atualmente, Florianópolis, Blumenau e Joinville já contam com esse modelo. Em municípios com mais de 150 mil habitantes, serão duas unidades distintas, enquanto cidades com mais de 50 mil habitantes terão novas DPCAMIs.

Segundo Ulisses Gabriel, a separação é necessária para garantir um atendimento mais humanizado. “Não faz sentido colocar uma criança pequena ou uma mulher vítima de violência no mesmo espaço que um adolescente infrator”, destacou.

As autoridades reforçam que a maioria dos casos de feminicídio ocorre após um histórico de violência doméstica, geralmente praticada por alguém conhecido da vítima. Por isso, a orientação é que toda situação de agressão seja denunciada o quanto antes.

 ND+

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