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Produção de bovinos, frangos e suínos cresce em SC e atinge números recordes em 2025

Expectativa é de que 2026 também seja um ano favorável para a pecuária catarinense

Produção de bovinos, frangos e suínos cresce em SC e atinge números recordes em 2025
Foto: Reprodução

A produção de bovinos, frangos e suínos cresceu em 2025 em Santa Catarina e atingiu marcas recordes. Em relação aos bovinos, por exemplo, foram abatidas 761,3 mil cabeças no estado, volume 11,2% maior ao registrado em 2024, de acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). As exportações desse tipo de carne também bateram recordes, com 2,67 mil toneladas pelo Estado catarinense e faturamento de 12 milhões de dólares.

De acordo com a Epagri, o bom desempenho da produção leva em consideração a forte demanda internacional, ganho de competitividade e a eficiência produtiva no campo. Os preços do boi gordo acabaram oscilando ao longo de 2025, mas subiram a partir de agosto, com mais exportações dentro do território nacional e a demanda maior no fim de ano. Em Santa Catarina, a alta em dezembro de 2025, em comparação com o dezembro do ano anterior, chegou a 2,3%.

O Alto Vale do Itajaí e o Planalto Sul foram as regiões catarinenses onde os preços mais subiram, sendo 16,1% e 11,8% respectivamente. Como forma de pressão na margem dos produtores, os preços dos bezerros também tiveram alta, chegando a 13,4% em 2025. Na exportação, a China foi o destino que mais requisitou a carne catarinense em 2025.

Produção recorde na avicultura

Foram mais de 5,16 milhões de toneladas de carne de frango exportadas no Brasil em 2025, com Santa Catarina correspondendo a 1,20 milhão de toneladas desse total. O faturamento chegou a 2,45 bilhões de dólares, um recorde, assim como a produção, que teve melhor resultado desde 2014, com 910,5 milhões de frangos produzidos no Estado.

 

Os preços do frango vivo subiram 4,1% em Santa Catarina, com destaque para o Meio-Oeste, que teve alta de 10,9%. Na forma de atacado, o movimento foi contrário, com queda média de 2,7%. O que influenciou a baixa, segundo a Epagri, foi o aumento da oferta interna e embargos ligados à gripe aviária.

Mercado de suinocultura se recuperou durante 2025

O mercado de suinocultura contou com altos e baixos em 2025. No início do ano, houve uma forte queda, com recuperação gradual no decorrer de 2025. Em Santa Catarina, os preços subiram 3,7%, conforme a inflação do período, com valorização expressiva e aumento médio de 11,1% nos principais cortes.

Com a ração puxando os preços, os custos de produção também ficaram elevados em dezembro no Estado, com R$ 6,48 por quilo. Os preços dos leitões também subiram, com uma melhora na relação de troca entre suíno vivo e o milho.

Segundo a Epagri, isso acabou favorecendo o produtor catarinense.
Santa Catarina também liderou o ranking nacional com mais de 50% de 1,47 milhão de tonelada de carne suína exportado em 2025. No Estado, foram 748,8 mil toneladas e 1,85 bilhão de dólares em receita. Em território catarinense, a produção também bateu recorde: foram 18,3 milhões de suínos produzidos, o maior volume da história.

Tendência para 2026

Segundo a Epagri, 2026 deve ser um ano favorável para a pecuária catarinense. Em relação à carne bovina, a expectativa é de menor oferta de animais e valorização do boi gordo. Já sobre as exportações, há um fator que causa incerteza: a medida de proteção comercial imposta pela China. Por outro lado, o acordo Mercosul–União Europeia abre oportunidades no médio prazo, conforme explica o órgão.

— O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é positivo para todos os setores, embora seus efeitos devam ser percebidos mais à frente — afirma o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl.

Na avicultura, o crescimento deve ser sustentado pelas exportação. Mercados como a China e a União Europeia devem retomar as importações, com maior consumo dentro do próprio território nacional. Já para a suinocultura, o crescimento deve continuar forte, com demanda externa e um mercado interno aquecido.

Primeiras impressões de 2026

A Epagri também divulgou o Boletim Agropecuário de janeiro de 2026, onde aponta desafios e as possíveis valorizações de outros produtos, como o milho, a soja, o alho, a cebola e os lácteos.

Em relação ao milho, os preços iniciaram o ano com oferta elevada e pouca oscilação nas cotações. Isso porque houve uma safra recorde no Brasil e nos Estados Unidos, com produção mundial de 14 milhões de toneladas.

A área de produção em Santa Catarina deve ter uma leve recuperação nessa safra, com 0,82% na área plantada. Por outro lado, a produtividade média deve ter queda de 11,3% e redução de 10,6% no volume produzido.

Sobre a soja, os preços oscilam em torno de R$ 125 por saca desde agosto do ano anterior, com oferta mundial elevada.

Em Santa Catarina, a estimativa inicial da safra 2025/26 indica redução de 1,54% na área plantada.

Já a safra de alho também avança com boa qualidade. No atacado, a caixa de 10 quilos do alho nobre tipo 4 e 5 foi cotada a R$ 150,83, o menor valor do biênio 2024–2025. A estimativa para este é produzir 8,4 mil toneladas. A expectativa alta segue para a safra de cebola, com previsão de quase 600 mil toneladas comercializadas e produtividade média de 31,3 toneladas por hectare, o que pode configurar um recorde histórico.

Nos produtos lácteos, o volume de exportação vem sendo alto, com 73,5 toneladas para o mercado externo em dezembro de 2025, 127% maior que o registrado em dezembro de 2024. No mercado interno, os preços pagos ao produtor recuaram em todas as regiões, com destaque para o Oeste, com queda de 12%, Alto Vale do Rio do Peixe (-8%) e Meio Oeste (-7%).

NSC

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