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ALESC avança com projeto para fornecimento gratuito de medicamento contra obesidade grave

Proposta aprovada na CCJ prevê distribuição de Tirzepatida pelo SUS estadual para pacientes com obesidade grau III

ALESC avança com projeto para fornecimento gratuito de medicamento contra obesidade grave
Foto: Freepik

Em uma movimentação que coincide com o Dia Internacional de Combate à Obesidade, celebrado em 4 de março, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) avançou na análise de um projeto voltado ao tratamento da obesidade grave. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei que institui o fornecimento gratuito de Tirzepatida — princípio ativo do medicamento Mounjaro — para pacientes diagnosticados com obesidade grau III.

De autoria do deputado estadual Sérgio Motta (Republicanos), a proposta segue agora para votação em plenário. O texto já havia recebido parecer favorável da Comissão de Finanças e Tributação, sob relatoria do deputado Marcos Vieira.

Segundo o autor, a iniciativa busca tratar a obesidade como uma doença crônica, e não como uma questão estética. “Não se trata de vaidade: é uma doença que impacta diretamente o SUS e a qualidade de vida das famílias. É justo que os mais vulneráveis tenham acesso ao mesmo tratamento de ponta disponível na rede privada”, afirmou Motta.

Dados citados no debate indicam que cerca de 25% da população brasileira vive com obesidade, condição associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Critérios de acesso

O projeto estabelece critérios para garantir que o medicamento seja destinado a quem realmente necessita. Entre as exigências estão:

- Diagnóstico de obesidade grau III, com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado;

- Renda familiar de até três salários mínimos;

- Laudo médico e acompanhamento por equipe multidisciplinar da rede pública de saúde.

A matéria aguarda agora inclusão na pauta do plenário da Alesc.

O medicamento e o cuidado integral

Em fevereiro, o professor Alexandre Hohl, endocrinologista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destacou a importância do cuidado integral no tratamento da obesidade.

Segundo o especialista, um dos principais desafios é a resistência à adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do estresse. Ele alerta que o medicamento não deve ser visto como atalho. “O tratamento precisa ser uma decisão consciente entre médico e paciente”, afirmou.

Hohl também reforçou a necessidade de controle rigoroso na prescrição, com retenção de receita, medida adotada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para evitar o uso indiscriminado. “A gente não pode normalizar o errado. Uso puramente estético nunca deve ser feito”, enfatizou.

WH3 com SCC

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