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Anvisa alerta para riscos do uso indevido de preenchedores dérmicos

Agência recomenda que aplicação seja feita apenas dentro das indicações aprovadas para evitar complicações graves.

Anvisa alerta para riscos do uso indevido de preenchedores dérmicos
Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um informe de segurança alertando para os riscos do uso inadequado de preenchedores dérmicos em procedimentos estéticos. Segundo a agência, a aplicação desses produtos em regiões do corpo ou em quantidades diferentes das indicadas pode aumentar significativamente a chance de complicações.

Entre os preenchedores citados estão a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os produtos permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA). Todos são produtos injetáveis classificados como dispositivos médicos de risco alto ou máximo e só podem ser comercializados no Brasil se tiverem registro na Anvisa.

De acordo com a agência, quando o produto é aplicado em áreas não indicadas ou em volumes maiores do que os recomendados pelos fabricantes, podem ocorrer danos à saúde, incluindo efeitos adversos que variam de leves a graves.

Entre as complicações mais sérias relatadas estão embolia pulmonar e perda de visão temporária ou permanente causada por oclusão vascular. Também há registros de problemas sistêmicos, como inflamação granulomatosa — um tipo crônico de resposta do sistema imunológico — além de níveis elevados de cálcio no sangue, formação de cálculos renais e até insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.

Orientações da Anvisa

A Anvisa orienta que, antes de realizar qualquer procedimento estético com preenchedores, é fundamental verificar nas instruções de uso do produto quais são as regiões e volumes permitidos para aplicação.

A agência também recomenda que o paciente procure sempre a avaliação de um profissional de saúde qualificado antes de iniciar o tratamento. Caso surjam sinais ou sintomas de complicações após o procedimento, a orientação é buscar atendimento especializado imediatamente.

Além disso, é importante confirmar se o produto utilizado está regularizado, se o estabelecimento possui autorização para funcionar e se o profissional responsável tem qualificação adequada. A Anvisa também orienta que o paciente receba o cartão de rastreabilidade do produto aplicado, enquanto uma cópia deve permanecer no prontuário médico.

Em caso de suspeita de efeitos adversos relacionados ao uso do produto, o problema pode ser comunicado à Anvisa. Já denúncias sobre produtos irregulares ou empresas não licenciadas podem ser feitas por meio do sistema Fala.BR, da Ouvidoria da agência.

Oeste Mais

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