A vacinação contra a influenza segue abaixo da meta em São Miguel do Oeste. De acordo com o diretor médico da Secretaria Municipal de Saúde, Antonio Duarte, cerca de 70% do público prioritário havia sido imunizado até esta quinta-feira (21), índice considerado abaixo do esperado para o período que antecede o inverno.
Em entrevista ao Grupo WH Comunicações, o médico destacou que a vacina continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves da doença, internações e complicações respiratórias.
Segundo ele, após um atraso inicial na distribuição das doses, a situação foi normalizada e as vacinas estão disponíveis para os grupos prioritários, especialmente idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde e da segurança pública.
Antonio Duarte ressaltou que a imunização não impede totalmente que a pessoa contraia gripe, mas reduz significativamente o risco de evolução para quadros graves.
“O principal objetivo da vacinação é evitar complicações, internações e casos graves da doença. Isso está muito bem definido em todos os níveis de evidência científica”, afirmou.
O médico também alertou para o aumento dos atendimentos relacionados a síndromes gripais nas unidades de saúde. Segundo ele, crianças, adultos e idosos têm procurado atendimento com frequência, o que impacta inclusive o ambiente de trabalho e a rotina das famílias.
Outro ponto destacado é o efeito coletivo da vacinação. Conforme o especialista, pessoas imunizadas tendem a apresentar sintomas mais leves, reduzindo a transmissão dos vírus respiratórios para familiares e demais pessoas da comunidade.
Além da influenza, circulam atualmente outros vírus respiratórios, como o da Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsáveis por grande parte dos casos registrados nesta época do ano.
A Secretaria de Saúde orienta que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários procurem a sala de vacinas para verificar a situação vacinal e receber a dose. A expectativa é ampliar a cobertura antes da chegada do período mais frio do ano, quando tradicionalmente ocorre aumento dos casos de doenças respiratórias.
Marcos de Lima / Rádio 103 FM