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Preços de combustíveis e café caem e inflação recua em junho, aponta prévia do IBGE

Prévia mostrou inflação de 0,41% no mês, com redução no ritmo de alta dos alimentos, apesar do aumento nos preços da energia elétrica, batata e tomate.

Preços de combustíveis e café caem e inflação recua em junho, aponta prévia do IBGE
Foto: Freepik

A prévia da inflação de junho ficou em 0,41%, abaixo dos 0,62% registrados em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, dia 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A desaceleração foi influenciada principalmente pela queda nos preços dos combustíveis e do café, embora alimentos como batata, tomate e feijão tenham continuado em alta.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, acumula alta de 3,45% no ano e de 4,80% nos últimos 12 meses. Os grupos Alimentação e Bebidas (0,74%) e Habitação (0,72%) tiveram o maior peso no resultado de junho, respondendo por cerca de dois terços da inflação do mês.

Entre os itens que mais pressionaram o índice estão a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, a batata-inglesa (29,42%), a passagem aérea (7,24%), o tomate (17,27%), os produtos de higiene pessoal (1,03%) e o feijão-carioca (14,29%).

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter a inflação. A gasolina ficou 0,73% mais barata, enquanto o etanol recuou 5,30%. Também tiveram queda o café moído (-3,69%), o seguro voluntário de veículos (-3,40%) e as frutas (-0,96%).

A inflação dos alimentos consumidos em casa perdeu força, passando de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Apesar disso, alguns produtos continuam acumulando fortes altas no ano. No primeiro semestre, o tomate ficou 103,84% mais caro, a cenoura subiu 103,10% e a batata-inglesa teve aumento de 100,20%.

No grupo Habitação, a alta foi influenciada principalmente pela energia elétrica, devido à vigência da bandeira tarifária amarela e aos reajustes aplicados em algumas regiões do país. Já no grupo Transportes, houve leve queda de 0,03%, resultado puxado pela redução de 1,22% nos preços dos combustíveis. Em contrapartida, as passagens aéreas tiveram aumento de 7,24%.

Entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE, Brasília registrou a maior inflação do mês (0,93%), impulsionada pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Os menores índices foram observados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, todos com variação de 0,28%. Em Salvador, a queda nos preços do café moído e da gasolina ajudou a reduzir a inflação local.

Oeste Mais 

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