Em 2026, o Brasileirão já bateu uma marca negativa em relação aos últimos anos. Essa edição já acumula seis trocas de treinadores até a sexta rodada do campeonato. A média de uma demissão por etapa é a maior em quatro anos.
Com a mudança de calendário do futebol brasileiro e a pressão por resultados logo no início da temporada, a maioria dos técnicos não foi demitido somente pelo desempenho abaixo no Brasileirão, e sim por um acúmulo de decepções em outros torneios.
Até o momento, foram dispensados Jorge Sampaoli (Atlético-MG), Fernando Diniz (Vasco), Juan Carlos Osorio (Remo), Filipe Luís (Flamengo), Hernán Crespo (São Paulo) e Tite (Cruzeiro).
Média é a maior dos últimos quatro anos
No ano passado, cinco técnicos deixaram o cargo nesse recorte: Mano Menezes (Fluminense), Pedro Caixinha (Santos), Gustavo Quinteros (Grêmio), Ramón Díaz (Corinthians) e Fábio Carille (Vasco).
Mas, em 2024, foram apenas duas saídas (Thiago Carpini - São Paulo e Ramón Díaz - Vasco) e, já em 2023, foram três (Antonio Oliveira - Coritiba, Fernando Lázaro - Corinthians e Rogério Ceni - São Paulo).
Em 2022, até a sexta rodada, oito treinadores tinham sido demitidos nesse período, quatro deles logo na primeira rodada. Aquela terminou com 23 trocas de técnico.
Relembre todas as demissões em 2026
Sampaoli foi o primeiro a deixar o cargo na terceira rodada do Brasileirão. O Atlético Mineiro corria risco de cair na fase de grupos do Mineirão e vinha de um começo instável no Campeonato Brasileiro. Para a vaga, o Galo buscou o também argentino Eduardo Domínguez.
Fernando Diniz não resistiu à eliminação do Vasco nas semifinais do Campeonato Carioca para o Fluminense. O técnico já era pressionado pelo fim de temporada instável em 2025, com o vice da Copa do Brasil e a ameaça de queda no Brasileirão. Após uma negociação intensa, Renato Gaúcho aceitou a proposta para assumir o cargo.
Juan Carlos Osório também foi dispensado por conta dos estaduais e deixou o Remo após a derrota na final do Campeonato Paraense para o maior rival, Paysandu. O clube contratou Léo Conde.
Nos casos de Filipe Luís, no Flamengo, e Hernán Crespo, no São Paulo, nem mesmo o desempenho em campo foi responsável pela demissão. Devido à pressão interna e desentendimentos com as diretorias.
O Rubro-Negro tinha acabado de vencer o Madureira por 8 a 0 no Carioca quando anunciou a saída do técnico campeão da Libertadores e do Brasileiro em 2025. Logo depois veio o anúncio da contratação de Leonardo Jardim.
Já Crespo deixou o time no G4 do Brasileirão. O Tricolor ainda não anunciou uma reposição.
A demissão mais recente é a de Tite, que vivia sob pressão no Cruzeiro desde a chegada. A equipe venceu o Mineirão a trancos e barrancos e está, atualmente, na 19ª posição do Brasileirão, apesar de ter um dos maiores investimentos da janela anterior.
Quem pode cair na sétima rodada?
Se o cenário de demissões continuar, a expectativa é de que mais técnicos deixem o cargo em breve. Dorival Júnior balança no cargo desde a eliminação para o Novorizontino nas semifinais do Paulista e a sequência de resultados ruins.
O uruguaio Paulo Pezzolano, técnico do lanterna do Brasileirão, Internacional, é outro que balança no cargo, ainda mais após o vice para o Grêmio no Campeonato Gaúcho.
Martín Anselmi, do Botafogo, é também um nome que vem sendo questionado pelo próprio dono da SAF do clube, John Textor, e pode se despedir em breve após a eliminação precoce no Carioca nas quartas de final e uma sequência de derrotas no Brasileirão.