A Nestlé Purina inaugurou nesta terça-feira, dia 3, uma fábrica de alimentos úmidos para cães e gatos em Vargeão, no Oeste catarinense, com investimento de R$ 2,5 bilhões. A unidade adota um rígido controle de qualidade, realizando cerca de 1,5 mil análises em cada lote produzido, cujo processo leva de três a quatro horas para ser finalizado.
Durante a inauguração, foi possível acompanhar todas as etapas da produção em uma visita guiada, desde a chegada da matéria-prima, como peixe, até o envase dos sachês. Segundo a empresa, os ingredientes passam por inspeções detalhadas e o controle envolve análises físicas, químicas e microbiológicas ao longo da fabricação. A capacidade de produção não foi divulgada pela empresa.
O diretor executivo de Purina no Brasil, Rodrigo Maingue, destacou o potencial de crescimento do setor e a busca por produtos mais sofisticados. Ele também ressaltou o avanço do segmento de luxo na alimentação animal.
“O consumidor leva para os seus pets o que ele gosta para ele. A gente costuma dizer que o paladar não retrocede. Com os gatos isso acontece: se ele vai para um nível melhor, é difícil ele querer voltar”.
A planta em Vargeão opera com tecnologia de Indústria 4.0, utilizando robôs, inteligência artificial e energia 100% renovável. A nova linha praticamente dobra a capacidade de produção da marca no segmento de alimentos úmidos no Brasil, que é hoje o terceiro maior mercado pet do mundo, com mais de 150 milhões de animais.
“Todas as necessidades que nós vemos para os humanos, nós transferimos para os nossos animais de estimação [...], dar alimentação adequada e não sobra de arroz e feijão”, declarou o CEO da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, ressaltando que a alimentação específica melhora a qualidade de vida dos pets, hoje tratados como membros da família.
Além do abastecimento do mercado interno, a fábrica já inicia exportações para países da América do Sul. A operação também está gerando 140 empregos diretos no município, além de vagas indiretas e terceirizadas.
“[A Nestlé Purina] representa desenvolvimento, agregar renda e melhorar a qualidade de vida. Quem ganha é Vargeão, mas também os municípios em torno, o Oeste catarinense e o estado de Santa Catarina”, ressaltou o prefeito de Vargeão, Amarildo Paglia.
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