O menino de 3 anos que morreu após sofrer graves agressões em Viamão, no Rio Grande do Sul, passou cerca de três meses acolhido em um abrigo no município de Palmitos, no Oeste de Santa Catarina, antes de retornar ao convívio familiar.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o acolhimento ocorreu em março de 2025, após denúncias de possíveis maus-tratos. Na ocasião, equipes do Conselho Tutelar, da Polícia Militar e do próprio Ministério Público realizaram diligências na residência da família.
Segundo o MPSC, durante a fiscalização não foram constatadas lesões aparentes nas crianças, e os laudos técnicos elaborados na época apontaram que não havia elementos suficientes para caracterizar maus-tratos. Após avaliações psicológicas e sociais, a Justiça autorizou, em junho de 2025, o retorno das crianças à família, mantendo o acompanhamento pelos órgãos de proteção.
Meses depois, a família mudou-se para Viamão (RS). Na última quarta-feira (9), o menino morreu após permanecer três dias internado em estado grave.
Conforme a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o pai confessou as agressões contra a criança e foi preso. A mãe também teve a prisão preventiva decretada por suspeita de ter conhecimento da violência e não impedir as agressões.
As investigações apontam que a vítima apresentava múltiplas e gravíssimas lesões, consideradas compatíveis com agressões repetidas. Os demais irmãos foram retirados da guarda da família e colocados sob medidas de proteção, enquanto o caso segue sendo investigado pelas autoridades.
