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Pai preso por agredir filha de 3 anos diz em interrogatório que "perdeu o controle"

Investigado chorou durante depoimento à Polícia Civil, admitiu a agressão registrada por câmeras e afirmou estar arrependido. Inquérito aponta outros episódios de violência contra os dois filhos

Pai preso por agredir filha de 3 anos diz em interrogatório que "perdeu o controle"
Foto: Divulgação

O homem preso preventivamente após agredir a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, afirmou durante interrogatório na Polícia Civil que "perdeu o controle" no momento da agressão. O depoimento foi prestado ao delegado Anderson Andrei Grosso e integra o inquérito que apura casos de violência doméstica e tortura contra as duas crianças.

Logo no início do interrogatório, o investigado levou as mãos ao rosto e começou a chorar. Após alguns segundos em silêncio, pediu um momento para se recompor antes de responder às perguntas.

Ao relatar o episódio registrado por câmeras de segurança, o homem disse que voltava do mercado com os filhos quando a menina começou a gritar.

"Estava retornando do mercado. Levei eles para comprar algumas coisas para eles comerem e, na hora de voltar para casa, ela estava berrando na rua. Eu tinha pedido para ela parar de ficar berrando e, mesmo assim, perdi o controle", declarou.

Segundo o investigado, uma mulher que passava pelo local questionou o que estava acontecendo. Ele afirmou ter respondido que a filha costumava gritar na rua. Em seguida, admitiu a agressão e disse estar arrependido.

"Perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional, porque jamais iria machucar a minha filha, mas acabou acontecendo", afirmou.

Questionado pelo delegado sobre outras possíveis agressões aos filhos, o homem negou ter utilizado força física em outras ocasiões. Ele citou apenas um episódio envolvendo o filho de 5 anos e um gato da família, alegando que a criança havia machucado o animal.

Durante o interrogatório, o suspeito também informou que nunca havia sido preso nem respondido a inquérito policial. Disse trabalhar como repositor de mercadorias, relatou que havia pedido demissão do emprego, perguntou se poderia continuar morando na casa alugada e quis saber quem havia denunciado o caso às autoridades. O delegado respondeu que qualquer pessoa que presencia uma situação dessa natureza pode comunicar os fatos à polícia. O investigado ainda informou que atua como bombeiro civil.

Investigação aponta outros episódios

Apesar das declarações do suspeito, a Polícia Civil concluiu que as agressões não se restringem ao episódio registrado pelas câmeras de segurança.

Conforme o inquérito, depoimentos, laudos periciais, avaliações psicológicas e informações da rede de proteção indicam um histórico de violência contra as duas crianças.

As investigações apontam que o menino, de 5 anos, teria sido agredido com um pedaço de madeira. Além disso, os irmãos eram submetidos, segundo a Polícia Civil, a castigos considerados abusivos, como permanecer ajoelhados sobre tampinhas de garrafa, grãos de milho e feijão.

O investigado foi indiciado pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura. Ele permanece preso preventivamente enquanto o caso segue sob investigação.

Informações PPNews

 

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