Notícias

EUA anunciam nova tarifa de 12,5% contra o Brasil por falhas no combate ao trabalho escravo em importações

Governo Donald Trump conclui investigação da Seção 301 e aplica sobretaxa ao país por falta de rigor na proibição de produtos fruto de trabalho forçado

EUA anunciam nova tarifa de 12,5% contra o Brasil por falhas no combate ao trabalho escravo em importações
Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil. A medida é o desfecho de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, com foco no combate ao trabalho forçado nas cadeias globais de suprimentos.

A decisão foi formalizada pela embaixador Jamieson Greer por determinação do presidente Donald Trump. O Brasil foi enquadrado no grupo de economias penalizadas por não implementar ou fiscalizar de forma efetiva restrições à entrada de bens produzidos com mão de obra análoga à escravidão originários de outros países. O governo Lula lançou o Plano Brasil Soberano para enfrentar o tarifaço.

“O presidente Trump reconhece que décadas de persuasão moral não erradicaram o trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais. Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente; já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, declarou o embaixador Jamieson Greer.

Tarifaço dos EUA: Entenda a investigação e a Seção 301

O processo foi iniciado em 12 de março de 2026 e abrangeu 60 economias. A Seção 301 permite que o governo norte-americano responda a práticas comerciais estrangeiras consideradas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias que imponham barreiras ao comércio dos EUA.

Antes do anúncio final, o órgão realizou duas rodadas de audiências públicas, em abril e julho, ouviu mais de 100 testemunhas e analisou mais de 3.700 comentários e contribuições por escrito. Além disso, a diplomacia norte-americana manteve consultas diretas com mais de 45 governos.

Em 2 de junho, o USTR já havia determinado que a omissão de diversos países em banir bens feitos com trabalho forçado criava um ambiente assimétrico e prejudicial aos trabalhadores e empresas americanas.

Divisão de tarifas e a situação do Brasil

As alíquotas impostas pelo USTR foram fatiadas de acordo com o nível de conformidade de cada nação:

- Tarifa de 10%: Aplicada a economias que já possuem proibição legal contra trabalho forçado, firmaram Acordo sobre Comércio Recíproco ou possuem regimes parciais efetivos (incluindo Argentina, Canadá, México, Reino Unido e Índia).

Tarifa de 10% a 12,5%: Aplicada a produtos específicos de economias como União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Suíça.

Tarifa de 12,5%: Alíquota máxima destinada a todas as outras economias investigadas, grupo no qual o Brasil foi incluído.

Apesar da sobretaxa ampla, o USTR abriu exceções pontuais para matérias-primas essenciais sem substituto no mercado interno dos EUA e produtos que pudessem causar desabastecimento em larga escala.

Cenário de pressão sobre o comércio e economia

A nova alíquota adiciona pressão sobre as exportações nacionais em um momento delicado nas relações bilaterais, somando-se a restrições tarifárias impostas anteriormente.

Analistas apontam que a sequência de barreiras impostas por Washington coloca à prova a capacidade de reação diplomática e comercial do governo brasileiro, reacendendo debates sobre a necessidade de ajustes nas políticas de comércio exterior para conter riscos de recessão ou impactos localizados em setores exportadores.

Setores atingidos pelo tarifaço dos EUA

A regra incide sobre a grande maioria da pauta exportadora brasileira para os EUA, cobrindo:

Produtos Agrícolas e Alimentícios: Café, açúcar, suco de laranja, carnes e derivados, frutos do mar e produtos alimentícios processados.

Bens de Consumo e Manufaturados: Calçados, têxteis, móveis, cosméticos, artefatos de couro e papel/celulose.
Insumos Industriais e Máquinas: Produtos siderúrgicos (aço e alumínio), máquinas, equipamentos elétricos, peças automotivas, petroquímicos e plásticos.

Exceções e Produtos Isentos pelo tarifaço dos EUA

O governo norte-americano definiu isenções específicas para itens que não sofrerão a incidência dessa nova alíquota de 12,5%. As exceções cobrem:

Matérias-Primas Críticas: Insumos básicos que, se taxados, causariam indisponibilidade no fornecimento interno dos EUA.
Produtos de Abastecimento Essencial: Itens que não podem ser cultivados, extraídos ou produzidos em quantidades suficientes (ou a preços razoáveis) nos Estados Unidos e que não têm fornecedores alternativos no mercado global.

Bens de Alto Impacto Sistêmico: Produtos cuja taxação causaria forte perturbação ou inflação em toda a economia norte-americana.

Artigos Neutros: Produtos cuja tarifa não contribuiria substancialmente para o objetivo da investigação comercial.

ND+

----------------------
Receba GRATUITAMENTE nossas NOTÍCIAS! CLIQUE AQUI
----------------------

Envie sua sugestão de conteúdo para a redação:
Whatsapp Business PORTAL SMO NOTÍCIAS (49) 9.9979-0446 / (49) 3621-4806

Cotações

Clima

Sexta
Máxima 21º - Mínima 10º
Céu nublado com aguaceiros e tempestades

Sábado
Máxima 23º - Mínima 13º
Céu nublado

Domingo
Máxima 24º - Mínima 14º
Períodos nublados com aguaceiros e tempestades

Segunda
Máxima 27º - Mínima 17º
Períodos nublados

Terça
Máxima 28º - Mínima 20º
Períodos nublados

Sobre os cookies: usamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.