Nesta sexta-feira (11), os ataques de 11 de setembro de 2001 completam 25 anos. O atentado coordenado pela Al-Qaeda contra os Estados Unidos deixou 2.977 mortos, além dos 19 sequestradores, e provocou mudanças profundas na política internacional.
Naquela manhã, quatro aviões comerciais foram sequestrados. Duas aeronaves atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York. Outra atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington. A quarta caiu em uma área rural da Pensilvânia após passageiros tentarem retomar o controle da aeronave.
O ataque ocorreu em um período de predominância dos Estados Unidos no cenário internacional após o fim da Guerra Fria e inaugurou uma nova fase da política externa norte-americana, marcada pelo combate ao terrorismo e pelas guerras no Afeganistão e no Iraque.
Como aconteceram os ataques?
Os ataques começaram às 8h46, no horário local, quando o voo 11 da American Airlines, um Boeing 767 que fazia a rota entre Boston e Los Angeles, atingiu a Torre Norte do World Trade Center.
Às 9h03, o voo 175, também da American Airlines e com origem em Boston e destino a Los Angeles, atingiu a Torre Sul. As imagens do segundo impacto foram transmitidas ao vivo para milhões de pessoas e confirmaram que os Estados Unidos enfrentavam um ataque coordenado.
Às 9h37, o voo 77, um Boeing 757 da American Airlines, atingiu o Pentágono, em Washington.
Pouco depois, às 10h03, o voo 93, da United Airlines, caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia. Segundo as investigações, passageiros que estavam a bordo reagiram aos sequestradores e tentaram retomar o controle da aeronave.
A Torre Sul do World Trade Center desabou às 9h59. A Torre Norte caiu às 10h28. O colapso dos edifícios provocou uma enorme nuvem de poeira e destroços e atingiu também outras estruturas do complexo.
As consequências
Os ataques provocaram uma mudança imediata na política de segurança dos Estados Unidos e tiveram repercussões em diversos países.
Pouco menos de um mês depois, os Estados Unidos iniciaram a invasão do Afeganistão, com o objetivo declarado de combater a Al-Qaeda e derrubar o regime do Talibã, que abrigava o grupo extremista.
Em 2003, os Estados Unidos também invadiram o Iraque. Embora a guerra tenha sido apresentada pelo governo norte-americano dentro do contexto da luta contra o terrorismo e sob alegações relacionadas a armas de destruição em massa, posteriormente não foram encontradas as armas anunciadas como justificativa central para a invasão.
O período posterior ao 11 de Setembro também foi marcado pelo fortalecimento de mecanismos de segurança em aeroportos, maior compartilhamento de informações entre órgãos de inteligência e mudanças nas políticas de imigração e combate ao terrorismo.
Um marco da história contemporânea
As imagens das torres em chamas, do impacto das aeronaves e do colapso do World Trade Center se tornaram alguns dos registros mais marcantes do início do século XXI.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro continua sendo lembrado não apenas pela dimensão da tragédia humana, mas também pelas consequências políticas, militares e econômicas que se estenderam por décadas e ajudaram a redefinir as relações internacionais.
Com informações infomoney
