As chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam grande popularidade nas redes sociais e se tornaram uma alternativa procurada por quem deseja perder peso. Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro representam avanços importantes no tratamento da obesidade, mas o uso indiscriminado e sem orientação médica pode trazer consequências graves à saúde.
No programa Up Saúde, o apresentador Jucinei da Chaga conversa semanalmente com especialistas para esclarecer dúvidas, abordar temas relevantes e levar informação de qualidade à população. Nesta edição, a entrevistada é a médica endocrinologista Dra. Camila Rech, que alerta para os riscos da automedicação e reforça a importância da avaliação individualizada antes de iniciar qualquer tratamento para emagrecimento.
Quando o emagrecimento vira um risco
Segundo a endocrinologista, as canetas emagrecedoras são medicamentos eficazes quando utilizadas com indicação clínica e acompanhamento adequado. A preocupação está no uso motivado exclusivamente pela estética, especialmente por pessoas que desejam eliminar poucos quilos sem uma avaliação profissional.
A especialista explica que a indicação deve considerar o quadro clínico de cada paciente, incluindo o diagnóstico de obesidade ou sobrepeso associado a outras condições de saúde, como diabetes, hipertensão e gordura no fígado.
Além disso, emagrecer rapidamente nem sempre significa emagrecer com saúde. A restrição calórica excessiva pode provocar perda de massa muscular, queda de cabelo e deficiências nutricionais. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar a evolução do paciente e reduzir possíveis complicações.
Produtos falsificados aumentam os perigos
Outro ponto de atenção abordado na entrevista é o comércio ilegal de medicamentos. A busca por alternativas mais baratas ou de fácil acesso pode expor os consumidores a produtos falsificados, de procedência desconhecida ou contaminados.
A Dra. Camila também explica como esses medicamentos atuam no organismo, por que podem ocorrer efeitos colaterais e quais cuidados são necessários para evitar problemas durante o tratamento.
Interromper o tratamento exige orientação.
A entrevista aborda ainda o chamado efeito sanfona, que pode ocorrer após a interrupção do medicamento. Como a obesidade é uma doença crônica, o tratamento exige planejamento de longo prazo, e a suspensão ou alteração da medicação deve ser discutida com o profissional responsável.
A mensagem da especialista é clara: não existem atalhos seguros quando o assunto é saúde. A indicação correta, o acompanhamento profissional e os hábitos saudáveis são fundamentais para alcançar resultados consistentes e duradouros.
O Up Saúde, apresentado por Jucinei da Chaga, traz semanalmente entrevistas com profissionais de diferentes áreas para esclarecer dúvidas e ampliar o acesso à informação sobre saúde e qualidade de vida.
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