O homem acusado de matar o coronel da reserva da Polícia Militar Roberto Silva, de 71 anos, foi condenado a 30 anos de prisão pelo crime ocorrido em abril de 2025, em Mafra, no Norte de Santa Catarina.
O caso teve grande repercussão pela violência. O corpo do coronel foi encontrado dentro da própria residência, no bairro Vila Ivete, amarrado à cama e com a boca amordaçada, após permanecer por cerca de três dias no local.
Segundo a investigação, o crime foi classificado como latrocínio — roubo seguido de morte. Foram levados da casa da vítima uma arma de fogo, celular e relógios.
O militar morava sozinho na rua Oswaldo Cruz. A situação foi descoberta após vizinhos perceberem uma abertura no telhado e acionarem familiares. Um sobrinho entrou no imóvel, encontrou o corpo e chamou a Polícia Militar.
O autor do crime, de 39 anos, foi localizado dias depois em Rio Negrinho, enquanto tentava fugir em um trem de carga em direção ao Litoral Norte. Ele foi preso e permaneceu detido desde então.
De acordo com a investigação, o suspeito invadiu a residência pelo telhado. A cena indicava extrema violência, com a vítima imobilizada, o que reforçou a tese de latrocínio.
Com a condenação, o homem seguirá no sistema prisional para cumprimento da pena.
Roberto Silva teve carreira na Polícia Militar e comandou o 11º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (11º BPM/Fron), em São Miguel do Oeste, entre fevereiro e dezembro de 1997.